Aumento de assaltos na Cinelândia faz Câmara do Rio cobrar choque de ordem na região

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Histórico restaurante Amarelinho, na Cinelândia. | Foto: Rafa Pereira – Diário do Rio

Na próxima quarta-feira (11), Câmara Municipal do Rio de Janeiro (CMRJ) vai realizar a terceira reunião para discutir possíveis ações de reforço da segurança na Cinelândia, região que tem apresentado aumento de roubos e assaltos; informou a rádio Tupi.

Na reunião, representantes de diferentes órgãos de segurança e ordem pública vão discutir a realização de um choque de ordem, para reduzir significativamente a mancha criminal na Cinelândia e adjacências.

Na região, funcionam o Palácio Pedro Ernesto e o Edifício Serrador, sedes do Legislativo carioca, além de equipamentos culturais, como o Teatro Municipal e a Biblioteca Nacional, que atraem muitos cariocas e turistas.

Para o presidente da CMRJ, Carlo Caiado (PSD), o atual cenário da região exige providências urgentes: “Já tivemos duas reuniões com as forças de segurança sobre esse tema e teremos mais uma. Estamos pedindo um plano de segurança urgente para a Cinelândia”, disse Caiado que, no início de outubro do ano passado, se reuniu com outros quatro vereadores e com o comandante e o subcomandante do 5º Batalhão da Polícia Militar para discutir estratégias de enfrentamento à criminalidade, segundo a Tupi.

Entre janeiro e outubro do ano passado, o Centro registrou mais de 5 mil furtos de celulares, segundo um levamento realizado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP). O número é cerca de 36% superior aos registrado no mesmo período de 2024.

Os festejos de Momo na cidade representam um desafio a mais para as autoridades. Nos dias oficiais de Carnaval foi registrado um aumento de 14% nos roubos e furtos de celulares, com 2024 apresentando 1.973 ocorrências, contra 2.248 de 2025, segundo o ISP.

No Centro, com a passagem de blocos e megablocos pela região, o aumento de casos chegou a 46%, entre 2024 e 2025, passando de 515 para 750 ocorrências.

Em 2024, o Centro já liderava o ranking, concentrando 26% dos casos de roubos e furtos de telefones na capital durante o Carnaval. No ano passado, essa participação atingiu 33%.

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