Praia no Rio vira artigo de luxo: preços abusivos levam Paes a cogitar tabelamento na orla carioca

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Foto Phillipe Liima

A imagem clássica de curtir um dia de sol na orla do Rio está ficando cada vez mais distante — pelo menos para o bolso. Em pleno verão, relaxar na praia virou um programa caro, tanto para turistas quanto para cariocas. Segundo levantamento do jornal O Globo, o aluguel diário de uma espreguiçadeira já chega a R$ 100, enquanto, em áreas mais disputadas da Zona Sul, um sofá pode custar até R$ 850 por dia.

Diante da avalanche de reclamações sobre valores considerados abusivos, o prefeito Eduardo Paes (PSD) afirmou, em publicação nas redes sociais neste sábado (10), que a prefeitura estuda a possibilidade de tabelar os preços cobrados por comerciantes nas praias cariocas.

De acordo com Paes, todas as atividades econômicas realizadas na orla funcionam por meio de permissão ou concessão municipal, o que abre espaço para algum nível de regulação.

“Temos visto um enorme abuso nos preços exorbitantes praticados por alguns desses comerciantes neste verão”, escreveu o prefeito. Ele informou ainda que determinou que as secretarias de Ordem Pública e de Defesa do Consumidor iniciem estudos para avaliar a viabilidade do tabelamento.

A discussão ganhou ainda mais força após Paes compartilhar uma imagem enviada pelo vereador Flávio Valle (PSD) mostrando o modelo adotado nas praias de Tel Aviv, em Israel, onde os preços de serviços semelhantes são regulados. Para o prefeito, a comparação faz sentido, já que outros serviços sob concessão municipal, como os táxis, também operam com tarifas definidas pelo poder público.

“Em geral, prefiro deixar o livre mercado funcionar, mas diante do que temos visto, alguma ação terá que ser tomada”, declarou Paes.

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Imagem de Tel Aviv publicada pelo prefeito traz aviso sobre preços fixos para comida e bebidas nas praias: “Confira o cardápio municipal fixo nos quiosques e restaurantes”. – Foto: Reprodução / Redes sociais.

Reclamações pipocam nas redes

Nos comentários da publicação, cariocas relataram situações que viraram rotina nas praias do Rio. “Me cobrar R$ 9 em uma água é esculacho demais!”, escreveu uma usuária. Outro internauta desabafou: “Os preços mudam conforme a quantidade de gente na praia. Toda vez é a mesma história com o barraqueiro. Se está difícil para o carioca, imagina para o turista”.

Também houve queixas sobre outros custos associados ao lazer na orla. “Tem que fiscalizar os flanelinhas também. Está inviável estacionar perto da praia”, comentou um morador. Para muitos, o sentimento é de frustração: “Antigamente, ir à praia no Rio era um programa maravilhoso. Hoje, virou um aborrecimento”.

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