A Estação Primeira de Mangueira entrou na Justiça contra um apresentador de podcast que afirmou que a escola de samba teria ligação com o crime organizado. A ação foi movida após declarações feitas por Alberto Renzo Ribeiro, responsável pelo podcast “Ozzner”, que associou a escolha do samba-enredo da verde e rosa a uma suposta ordem da cúpula criminosa do Amapá.
Segundo a Mangueira, as falas extrapolaram qualquer crítica legítima e atingiram diretamente a reputação da agremiação. No processo, a escola pede retratação pública e indenização de R$ 5 mil por danos morais, alegando que as declarações foram amplamente divulgadas nas redes sociais e geraram uma série de comentários e reações negativas.
Durante o podcast, o apresentador afirmou ter ouvido “boatos” de que o samba escolhido para o Carnaval deste ano teria sido imposto por interesses criminosos ligados ao Amapá e que seria o favorito do “dono do morro”, expressão usada por ele ao se referir a lideranças do crime. As afirmações não foram acompanhadas de provas.
No Carnaval de 2026, a Mangueira leva para a Sapucaí um enredo em homenagem a Mestre Sacaca, curandeiro, benzedeiro e importante defensor da cultura popular amazônica, figura central da história e da identidade cultural do Amapá. Para a escola, a associação feita pelo podcast desvirtua completamente o sentido do enredo e reforça estigmas injustificados.




