Inea reforça Operação Verão em unidades de conservação e mira superlotação na Ilha Grande

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Divulgação

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) intensificou, no período das festas de fim de ano e do Réveillon, as ações da Operação Verão nas unidades de conservação estaduais. A iniciativa começou em 26 de dezembro e segue até o fim da temporada, com atenção reforçada nos dias de maior fluxo. O trabalho conta com apoio do Comando de Polícia Ambiental (CPAm) e tem um objetivo claro: conter superlotação e evitar degradação ambiental em áreas protegidas.

O secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi, afirma que o aumento de visitantes exige presença constante de fiscalização. “No final do ano, a quantidade de visitantes nos parques estaduais aumenta de forma expressiva. Por isso, as fiscalizações desempenham um papel fundamental tanto na proteção do meio ambiente, quanto na segurança dos visitantes”.

Na Ilha Grande, onde o território é integralmente protegido por unidades de conservação estaduais administradas pelo Inea, a operação foi reforçada, com foco especial na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Aventureiro. A ilha reúne áreas com diferentes graus de proteção e regras específicas, como o Parque Estadual da Ilha Grande, a APA de Tamoios, a própria RDS do Aventureiro e a Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul.

A Operação Verão busca organizar o turismo nos pontos mais disputados e coibir irregularidades ambientais. Entre as práticas que entram no radar estão camping e pesca irregulares, churrasco em áreas protegidas, uso de artefatos pirotécnicos ou explosivos, além do ingresso e permanência de animais domésticos.

Na RDS do Aventureiro, onde a visitação é controlada, a fiscalização atua de forma intensiva na chegada de visitantes para o período de festas. A unidade permite até 878 visitantes simultâneos. Segundo o Inea, as vagas dos 19 campings autorizados e demais meios de hospedagem se esgotaram ainda em novembro. Agora, está permitida apenas a modalidade day use, sem pernoite.

Para fazer valer as regras, o órgão montou uma estrutura de fiscalização na praia, com checagem de barcos e visitantes que desembarcam na localidade. A permanência é permitida apenas para pessoas cadastradas nos meios de hospedagem credenciados. Quem não comprova credenciamento é orientado a retornar.

Além da checagem na praia, há vistorias no mar e nas trilhas, e visitas aos campings, para verificar se os visitantes estão credenciados e se os estabelecimentos cumprem os requisitos exigidos pela unidade.

Desde o início da Operação Verão, em 26 de dezembro, o Inea afirma que já emitiu mais de dez autos de infração. A maioria, segundo o órgão, é relacionada à visitação irregular à Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul, vizinha à RDS do Aventureiro. Ali, a visitação recreativa é proibida, sendo autorizada apenas para pesquisa científica e visitas escolares com permissão.

Além da Ilha Grande, a Operação Verão ocorre também no Parque Estadual da Serra da Tiririca, em Niterói, e no Parque Estadual de Cunhambebe, na Costa Verde. A ação passa ainda por áreas como as APAs de Maricá e de Mangaratiba, a Reserva Ecológica Estadual de Juatinga, na Costa Verde, e a Reserva Extrativista Marinha de Itaipu, em Niterói.

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