As concessões devem garantir um fluxo pesado de investimentos no Estado do Rio de Janeiro ao longo do triênio 2026-2028. É o que aponta um levantamento da Firjan, que calcula cerca de R$ 33,3 bilhões já confirmados nesse período, com obras e modernizações em rodovias, energia, saneamento, ferrovias e portos. As informações são do Estadão.
No pacote de infraestrutura, as rodovias aparecem como destaque. A Firjan cita a concessão Rio–São Paulo, que engloba a Rodovia Presidente Dutra (BR-116) e a Rodovia Rio–Santos (BR-101). Entra também a concessão Rio–Valadares, com as BR-116, BR-465 (antiga Rio–São Paulo) e BR-493 (Arco Metropolitano), além da nova concessão da BR-040, no trecho entre Rio de Janeiro e Juiz de Fora.
Fora do formato de concessão, a entidade ressalta o Anel Viário de Campo Grande, tratado como projeto estruturante para mobilidade urbana e logística na Zona Oeste. Segundo a Firjan, os investimentos previstos nesse segmento chegam a cerca de R$ 7,63 bilhões até 2028. “Adicionalmente, ressalta-se o investimento na construção do Anel Viário de Campo Grande que, embora não se configure como uma concessão, constitui um projeto estruturante de grande relevância para a melhoria da mobilidade urbana e da logística na Zona Oeste da capital”, informou a Firjan.
A entidade também destaca a reconfiguração da Serra das Araras, dentro da concessão RJ–SP, apontada como uma das intervenções rodoviárias mais relevantes do país. O novo traçado prevê pista de subida com quatro faixas por sentido, 24 viadutos e duas rampas de escape, com o objetivo de aliviar gargalos logísticos entre polos econômicos do Sudeste.
Além das estradas, a Firjan aponta investimentos em ferrovia e portos. Na malha ferroviária, o destaque é a renovação da concessão da Malha Sudeste, operada pela MRS Logística, com investimento estimado em R$ 318 milhões. No setor portuário, a entidade cita o novo terminal de minério de ferro no Porto de Itaguaí e a modernização dos terminais do Porto do Rio de Janeiro, com aportes que, segundo a nota, superam R$ 870 milhões. “Destaca-se a renovação da concessão da Malha Sudeste, operada pela MRS Logística, com investimentos estimados em R$ 318 milhões. No setor portuário, sobressaem os aportes previstos para o novo terminal de minério de ferro no Porto de Itaguaí, bem como para a modernização dos terminais do Porto do Rio de Janeiro, cujos investimentos superam R$ 870 milhões”, disse a Firjan.
O segmento de energia aparece como o principal motor desse ciclo, concentrando quase metade do valor previsto. Light e Enel projetam aplicar R$ 14,64 bilhões em modernização e reforço de rede, com o discurso de elevar a resiliência do sistema elétrico. No saneamento, os quatro blocos da antiga Cedae, operados por Aegea, Águas do Brasil e Iguá Saneamento, somam R$ 8,34 bilhões para expansão de água e esgoto, redução de perdas e atualização de ativos.
Além desses grandes blocos, o levantamento cita ainda cerca de R$ 1,49 bilhão em projetos menores, como a estação de metrô da Gávea, leilões de transmissão e obras no Aeroporto de Jacarepaguá.
A Firjan também aponta que, além do que já está contratado, o estado mantém no radar uma carteira potencial próxima de R$ 53 bilhões, travada por pendências de licenciamento, modelagem ou financiamento. Um dos destaques é o Anel Ferroviário do Sudeste (EF-118), considerado estratégico para integrar portos e polos industriais. “O projeto apresenta elevado potencial para ampliar a eficiência logística do comércio exterior, ao atrair cargas do Centro-Oeste e do interior de Minas Gerais para os portos fluminenses, fortalecendo o Rio de Janeiro como um hub logístico nacional”, avaliou a entidade.
A lista de oportunidades ainda inclui a reorganização futura dos aeroportos Tom Jobim (Galeão) e Santos Dumont, o Terminal de Ponta Negra (Porto de Jaconé), novos terminais de granéis nos portos do Rio e de Itaguaí, a possível prorrogação da Ferrovia Centro-Atlântica e o projeto Rio AI City, voltado à implantação de data centers.




