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Aluguel por temporada cresce no Rio, impulsiona negócios e acirra disputa com hotéis

O mercado de aluguel de curta duração segue em expansão no Rio de Janeiro, atraindo investidores e empreendedores que surfam a popularização de plataformas digitais como Airbnb e Booking — e também alimentando uma disputa com o setor hoteleiro por regulação. Omar Farhat é um exemplo dessa transformação. Em 2013, improvisou um colchão de espuma para alugar um quarto na casa da família e ajudar a mãe a quitar uma dívida de cerca de R$ 20 mil. O complemento de renda virou negócio. Hoje, ele dirige a Omar do Rio, empresa que administra cerca de 380 imóveis — a expectativa é alcançar 400 até o fim do ano — e emprega 150 pessoas. A operação inclui definição de preços, anúncios nas plataformas, suporte aos hóspedes e manutenção dos espaços.“A gente representa o proprietário”, explica Omar. “Problemas podem acontecer. Pode queimar uma geladeira, pode ter uma intercorrência no ar-condicionado. A gente existe para dar o suporte durante a locação.”Ele destaca ainda que a empresa cuida de limpeza e manutenção — inclusive com lavanderia própria. Segundo o setor, o Rio tem visto uma forte expansão desse mercado. De acordo com Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi Rio, o número de imóveis para aluguel por temporada cresceu, em média, 20% ao ano na cidade. Um levantamento da entidade identificou 25 mil imóveis disponíveis em março de 2025, alta de 18,1% em relação a abril de 2024 (21,2 mil).“O Rio tem os picos do Réveillon e do Carnaval, fora outros grandes eventos, shows e feriados. Os números são crescentes”, afirma. O cenário também leva à profissionalização de diferentes negócios. Marcio Milech, diretor jurídico da ABLT e sócio da administradora Rio Host, afirma que“a locação por temporada veio para ficar, assim como o iFood e outras empresas da economia disruptiva”.Ele aponta que administradoras assumem todo o processo — da preparação do imóvel à gestão financeira durante a estadia. Regulação e conflitos em debate O avanço do setor esbarra em críticas de moradores e do setor hoteleiro, que cobra regras mais claras. Um projeto de regulamentação tramita na Câmara Municipal do Rio após audiência pública realizada em setembro. Para Alfredo Lopes, presidente do HotéisRIO, os estabelecimentos não se opõem ao modelo, mas questionam uma “tributação desigual” e possíveis conflitos em condomínios.“Se o proprietário não toma o cuidado devido com o imóvel, ou se o hóspede tem um problema de discussão com moradores do prédio, o turista sai da cidade com uma experiência ruim”, diz. “Tem que ter alguma regulação.” Ele também afirma que a atividade eleva os preços do aluguel residencial em áreas turísticas, especialmente Copacabana. Já os defensores da temporada discordam.“São mercados que correm em paralelo, com características totalmente diferentes”, rebate Milech. O Airbnb não detalha quantas acomodações são ofertadas no Rio, mas diz acompanhar o debate na Câmara. Em nota, afirma ter histórico de parceria com governos e que o modelo é respaldado pela Lei do Inquilinato:“Proibir essa locação viola o direito de propriedade de quem aluga seu imóvel.” Dados divulgados pela empresa em setembro mostram que as operações do Airbnb geraram R$ 2,9 bilhões em renda adicional para negócios da cidade.“Quando uma reserva é feita em Copacabana, Lapa ou Jacarepaguá, o efeito se espalha por diferentes bairros”, diz a plataforma. Ainda segundo estudo da FGV, a cada R$ 10 gastos com hospedagem, outros R$ 52 são movimentados em áreas como restaurantes, transporte e lazer. Quer continuar atualizado sobre o mercado imobiliário? Então se inscreva na nossa Newsletter. Todas as terças e sextas, às 7:15, nós enviamos no seu e-mail as principais notícias do mercado Imobiliário. Vejo você lá! Informações retiradas de Leonardo Vieceli a Folha de São Paulo Source link

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Casa própria: Intenções de compra entre jovens

O QuintoAndar e a Ipsos-Ipec divulgaram à imprensa nesta quarta-feira (3) os primeiros resultados da pesquisa “Retratos do Morar: Como vivem e sonham as gerações de brasileiros”, que traça um retrato atual do comportamento habitacional no país. O estudo ouviu 2.485 brasileiros com 18 anos ou mais, das classes A, B e C, em todas as regiões, entre 14 e 31 de agosto de 2025. Mesmo com orçamento apertado, desejo de comprar resiste O apego a casa própria permanece forte: 63% dos brasileiros já moram em uma casa ou apartamento próprio, e 4 em cada 10 pretendem comprar nos próximos anos. Entre os mais jovens, o impulso é ainda maior — 50% da Geração Z tem a intenção de adquirir um imóvel, contra apenas 18% dos baby boomers. Mas o bolso segue como principal entrave. Segundo o levantamento: 41% não têm recursos para entrada, parcelas ou financiamento; 30% consideram o preço dos imóveis a maior barreira; Mais de um terço afirma que quase toda a renda é consumida pelas despesas mensais. Segurança domina critérios de escolha Na decisão sobre onde morar, um fator se impõe: segurança e tranquilidade do bairro, citado por 53% dos entrevistados. A preocupação supera itens como acesso ao comércio (26%) e proximidade do trabalho ou escola (18%). Essa prioridade se reflete na percepção atual: 71% dos brasileiros dizem estar satisfeitos com o local onde vivem. Visão de imóvel como investimento varia entre gerações A compra de imóveis como ativo financeiro divide as faixas etárias. Nas gerações mais velhas, o interesse é mais consistente: Geração Y: 26%; Geração X: 24%; Baby boomers: 23%. Já a Geração Z, apesar do forte desejo de comprar, tem menor propensão a enxergar o imóvel como investimento: apenas 14%. Tiny houses, flex living e coliving atraem, mas privacidade ainda pesa Modelos alternativos de moradia estão ganhando espaço, especialmente por oferecerem maior economia. O estudo mostra que: 38% morariam ou considerariam morar em uma tiny house; 35% aceitariam o flex living; 55% viveriam em coliving em alguma fase da vida, principalmente entre os mais jovens. Apesar da abertura, a principal barreira permanece a mesma nos três formatos: a falta de privacidade. Mudanças climáticas entram na conta da compra Os impactos do clima já influenciam o mercado imobiliário. De acordo com a pesquisa: 56% afirmam que eventos climáticos extremos vão pesar na decisão de comprar ou alugar; 52% acreditam que seus bairros não estão preparados para enchentes, tempestades ou deslizamentos; No Rio de Janeiro, essa percepção sobe para 66%. Entre os fatores mais importantes na escolha do imóvel diante desse cenário estão: evitar áreas com risco de alagamento (37%); priorizar regiões mais altas (40%); morar longe de encostas com risco de deslizamento — preocupação especialmente forte em São Paulo, onde atinge 46%. Quer continuar atualizado sobre o mercado imobiliário? Então se inscreva na nossa Newsletter. Todas as terças e sextas, às 7:15, nós enviamos no seu e-mail as principais notícias do mercado Imobiliário. Vejo você lá! Source link

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Preços dos imóveis avançam em novembro e acumulam alta acima da inflação

O mercado imobiliário brasileiro manteve o ritmo de valorização em novembro de 2025. De acordo com o Índice FipeZAP de Venda Residencial, que acompanha os preços anunciados em 56 cidades, houve alta de 0,58% no mês, resultado ligeiramente superior ao registrado em outubro (+0,54%). A variação supera a inflação brasileira medida pelo IGP-M/FGV (+0,27%) e pela prévia do IPCA-15 (+0,20%) no mesmo período. As unidades de um dormitório tiveram o maior avanço mensal (+0,96%), reforçando uma tendência de valorização mais intensa em imóveis compactos. Já propriedades com três dormitórios apresentaram a menor variação (+0,37%). Entre as capitais, Brasília (+1,55%), Natal (+1,14%) e Manaus (+1,07%) lideraram as altas. Outras 16 capitais também registraram aumento nos preços, enquanto apenas Campo Grande (-0,14%) e Maceió (-0,20%) tiveram queda. Vitória manteve estabilidade. Alta acumulada supera inflação no ano No acumulado de 2025 até novembro, os preços residenciais subiram 6,22%, mais que o dobro da inflação ao consumidor no período (+3,94%, considerando IPCA + IPCA-15). A performance também contrasta com o IGP-M, que apresenta queda de 1,03% no ano. A valorização atingiu todas as 56 cidades monitoradas, com destaque para: Vitória (+15,08%) Salvador (+14,82%) João Pessoa (+14,51%) São Luís (+13,48%) Belo Horizonte (+12,29%) Capitais como São Paulo (+4,40%) e Rio de Janeiro (+4,93%) mostraram avanços mais moderados, mas ainda acima de índices inflacionários. Últimos 12 meses também mostram fôlego do mercado Considerando os 12 meses encerrados em novembro, o Índice FipeZAP registra alta de 6,92%, novamente acima da inflação acumulada (+4,48%) e bem distante do desempenho do IGP-M (-0,11%). Os imóveis de um dormitório seguem como destaque, com valorização média de +8,24% no período. Já unidades com quatro ou mais dormitórios registraram incremento mais suave (+5,59%). Entre as capitais, Vitória novamente lidera (+18,15%), seguida por: Salvador (+16,37%) João Pessoa (+14,90%) Belo Horizonte (+13,68%) São Luís (+13,39%) Nenhuma das cidades monitoradas teve queda no acumulado anual. Preço médio de venda chega a R$ 9.585/m² Com base na amostra de apartamentos prontos anunciados em novembro, o preço médio de venda ficou em R$ 9.585/m². Os imóveis de um dormitório apresentaram valor médio superior, de R$ 11.588/m², enquanto unidades de dois dormitórios registraram o menor preço médio (R$ 8.605/m²). Entre as capitais, os valores mais altos foram observados em: Vitória (R$ 14.102/m²) Florianópolis (R$ 12.647/m²) São Paulo (R$ 11.882/m²) Curitiba (R$ 11.758/m²) Rio de Janeiro (R$ 10.801/m²) No outro extremo, Aracaju (R$ 5.270/m²) e Teresina (R$ 5.784/m²) mantêm os menores valores médios entre as capitais acompanhadas. Cenário indica mercado aquecido e valorização generalizada Portanto, os dados do FipeZAP revelam um movimento consistente de elevação dos preços residenciais no Brasil, sustentado por demanda robusta e valorização espalhada por praticamente todas as regiões. Com a alta acima da inflação tanto no acumulado do ano quanto nos últimos 12 meses, o setor imobiliário segue se destacando como um dos segmentos mais resilientes da economia brasileira em 2025. Quer continuar atualizado sobre o mercado imobiliário? Então se inscreva na nossa Newsletter. Todas as terças e sextas, às 7:15, nós enviamos no seu e-mail as principais notícias do mercado Imobiliário. Vejo você lá! Informações cedidas por Fipe.Org Source link

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CCJ aprova proibição de dinheiro em espécie na compra e venda de imóveis

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira, o projeto de lei que proíbe o uso de dinheiro em espécie em transações imobiliárias, como operações de compra e venda de imóveis. A proposta determina ainda que o Conselho Monetário Nacional (CMN) será responsável por estabelecer limites para operações realizadas com moeda física por meio de bancos e outras instituições financeiras, criando um teto para movimentações em “dinheiro vivo”. Segundo o texto, caberá ao CMN definir esses limites em articulação com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), órgão responsável por monitorar atividades suspeitas e atuar na prevenção e no combate à lavagem de dinheiro. A matéria ainda precisa ser votada pelo plenário do Senado antes de seguir para a Câmara dos Deputados. Por exigência regimental, haverá um turno suplementar de votação. Se aprovado novamente, o projeto será enviado à Câmara. De acordo com o relator, senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), o objetivo da proposta é reforçar o combate a crimes financeiros. Para ele, o uso de dinheiro físico pode facilitar ilícitos. “A falta de regramento a respeito do uso de dinheiro em espécie pode estimular o cometimento de crimes como o assalto a empresas e a bancos e o arrombamento de caixas eletrônicos”, afirmou. Quer continuar atualizado sobre o mercado imobiliário? Então se inscreva na nossa Newsletter. Todas as terças e sextas, às 7:15, nós enviamos no seu e-mail as principais notícias do mercado Imobiliário. Vejo você lá! Informações retiradas de O Globo Source link

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Construção reage no 3º trimestre e cresce acima do PIB nacional

Após duas quedas consecutivas, o setor da construção voltou a registrar desempenho positivo no 3º trimestre de 2025. A alta foi de 1,3% em relação ao trimestre anterior, na série com ajuste sazonal. Esse resultado foi superior ao da economia brasileira, que avançou apenas 0,1%, segundo o PIB divulgado pelo IBGE. Entre os demais setores, a Indústria cresceu 0,8%, a Agropecuária 0,4% e os Serviços 0,1%. Segundo Ieda Vasconcelos, economista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), “o fortalecimento das atividades da construção é essencial. Isso é importante para que o país apresente resultados melhores no investimento e consolide o seu crescimento sustentado”. O avanço ocorre após retrações de 0,7% no 1º trimestre e 0,3% no 2º trimestre. Esse período foi marcado pelo impacto da Selic, que subiu 2,75 pontos percentuais no semestre. Chegou a 15% ao ano em junho. O crédito mais caro e a incerteza sobre novos aumentos reduziram o ritmo de início das obras e adiaram investimentos. Mesmo nesse ambiente, o setor manteve produção e ampliou empregos. De janeiro a outubro, os três segmentos: Obras de Infraestrutura, Construção de Edifícios e Serviços Especializados — criaram 214.717 vagas formais, segundo o Novo Caged. No 1º semestre, a construção voltou a superar 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada, marca não registrada desde 2014. No mercado imobiliário, os lançamentos seguem em alta. Em 2024, foram 409.150 unidades, com 48,44% delas pertencentes ao Minha Casa, Minha Vida (MCMV). De janeiro a outubro de 2025, somente a Construção de Edifícios gerou 83.853 empregos, equivalente a 39,05% do total. As Obras de Infraestrutura mostraram desempenho ainda mais forte: criaram 67.481 vagas nos dez primeiros meses do ano. Houve crescimento de 29,31% frente ao mesmo período de 2024. O setor também registra expansão em todas as comparações. No 3º trimestre, a construção cresceu 1,3% frente ao mesmo período de 2024. Entre janeiro e setembro, a alta acumulada é de 1,7%. No mercado imobiliário, os lançamentos chegaram a 307.366 unidades nos nove primeiros meses de 2025, alta de 8,4%. O MCMV respondeu por 48,96% desse total, equivalente a 150.497 unidades. A CBIC revisou suas projeções e agora espera que 2025 termine com crescimento de 1,3%. Isso está abaixo do avanço de 4,4% registrado em 2024. Trata-se de um impacto direto do cenário de juros elevados. De acordo com sondagem da CNI, com apoio da CBIC, os empresários apontam a taxa de juros. Eles veem como o principal obstáculo para o setor há quatro trimestres consecutivos. Desde o início da pandemia até o 3º trimestre de 2025, a construção acumula crescimento de 24,43%. Porém, ainda opera 13,49% abaixo do pico registrado em 2014. No período, o Brasil encerrou o trimestre com taxa de investimento de 17,3%. Isso é inferior à média global de 25,9% registrada pelo Banco Mundial em 2023. Quer continuar atualizado sobre o mercado imobiliário? Então se inscreva na nossa Newsletter. Todas as terças e sextas, às 7:15, nós enviamos no seu e-mail as principais notícias do mercado Imobiliário. Vejo você lá! Informações retiradas de CBIC Source link

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Setor imobiliário cobra juros mais baixos e legislação mais padronizada para manter avanço

Lideranças do mercado imobiliário defenderam a redução das taxas de juros e a padronização das legislações municipais como medidas essenciais para sustentar o ritmo positivo do setor no próximo ano. As propostas foram apresentadas durante a 2ª edição do Encontro de Incorporadores do Estado de Minas Gerais (INC Minas), organizado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) nesta quinta-feira (4), no Minascentro, em Belo Horizonte. O evento reuniu especialistas e representantes do setor para debater oportunidades e desafios no Estado. Durante sua participação, o presidente da Abrainc, Luiz França, destacou como o custo do crédito afeta diretamente o acesso à casa própria. Segundo ele, “a cada 1% de juros reduzido das taxas de financiamento, 200 mil famílias são inseridas no mercado imobiliário. Taxa de juros alta é sinal de menos compradores no mercado. Nossos clientes são, em sua maioria, dependentes de financiamento e a redução das taxas beneficia muito”. França também apontou fatores que podem ampliar as vendas em 2025: a expectativa de queda dos juros, a criação da Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), voltada para famílias de classe média, e as mudanças no uso do FGTS. “A inserção da classe média nos programas de financiamento foi uma grande conquista que nós tivemos este ano”, afirmou. Criada em maio, a Faixa 4 permite que famílias com renda entre R$ 8 mil e R$ 12 mil financiem imóveis de até R$500 mil, com taxas reduzidas. Além disso, as novas regras autorizaram o uso do FGTS para a compra de imóveis de até R$2,25 milhões. Para França, essas mudanças abrem espaço para um ciclo de forte crescimento. “Quando o Brasil tiver redução da taxa de juros, o mercado imobiliário vai crescer muito. Isso porque temos um déficit habitacional de 6 milhões de domicílios e uma necessidade no futuro de 11 milhões de moradias”, disse. “Ainda há muita gente precisando comprar imóvel, sem contar as pessoas que querem mudar para uma casa melhor ou maior”. O presidente do Sinduscon-MG, Raphael Lafetá, reforçou a crítica aos juros elevados. “Não é só o setor da construção civil, mas toda a economia depende de taxas de juros mais baixas”, afirmou. Ele avalia que a demanda continuará forte em 2025, já que o déficit habitacional permanece em níveis semelhantes aos de 30 anos atrás. “A expectativa com relação à demanda é gigante, mas basta saber se a gente vai ter condições de oferecer. Para dar esta oferta, precisamos de uma economia estável e de taxas de juros mais acessíveis”, declarou. Lafetá afirmou ainda que questões como mão de obra e cadeia produtiva são desafios superáveis em um cenário econômico mais favorável. “A gente traz investidores. Um país com uma taxa de juros baixa, desenvolve, cresce, moderniza e inova”, afirmou. Segundo ele, o problema não se limita ao governo federal. A despadronização das legislações municipais e estaduais também pesa sobre o setor. “Estamos discutindo e conversando com os administradores municipais de vários níveis para que a gente possa modernizar a legislação, possibilitando a questão da padronização do nosso setor. Isso vai ajudar demais a fazermos mais habitação, com melhor qualidade e maior produtividade, a custos mais acessíveis”, explicou. Em participação por transmissão on-line, o governador Romeu Zema (Novo) também defendeu a desburocratização e disse manter “diálogo fácil” com o setor produtivo. “É isso que o Brasil precisa, de governos que trabalhem ao lado de quem produz riqueza. E não de governos que desconsiderem ou que complicam a vida. Tendo em cada cidade uma legislação e uma especificação diferente. Isso é um terror para quem quer reduzir custo e construir no Brasil”, afirmou. “No meu governo nós agimos exatamente no sentido contrário, escutando e fazendo tudo a quatro mãos”. Ao final do encontro, Lafetá reforçou a importância da integração entre sociedade civil, empresas e gestores públicos. “A administração pública tem um papel fundamental quando normatiza comportamentos, tipos e tamanhos de construções. Do contrário, ela engessa e impossibilita a atividade econômica. Mas também defendemos o trabalho em conjunto: empresas, administração pública e cidadão em prol do acesso à casa própria com uma mobilidade melhor, gastando menos tempo no trânsito e com acesso a condições melhores de vida”, concluiu. Quer continuar atualizado sobre o mercado imobiliário? Então se inscreva na nossa Newsletter. Todas as terças e sextas, às 7:15, nós enviamos no seu e-mail as principais notícias do mercado Imobiliário. Vejo você lá! Informações retiradas de Diário do Comércio Source link

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Setor imobiliário cobra juros mais baixos e legislação mais padronizada para manter avanço

Lideranças do mercado imobiliário defenderam a redução das taxas de juros e a padronização das legislações municipais como medidas essenciais para sustentar o ritmo positivo do setor no próximo ano. As propostas foram apresentadas durante a 2ª edição do Encontro de Incorporadores do Estado de Minas Gerais (INC Minas), organizado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) nesta quinta-feira (4), no Minascentro, em Belo Horizonte. O evento reuniu especialistas e representantes do setor para debater oportunidades e desafios no Estado. Durante sua participação, o presidente da Abrainc, Luiz França, destacou como o custo do crédito afeta diretamente o acesso à casa própria. Segundo ele, “a cada 1% de juros reduzido das taxas de financiamento, 200 mil famílias são inseridas no mercado imobiliário. Taxa de juros alta é sinal de menos compradores no mercado. Nossos clientes são, em sua maioria, dependentes de financiamento e a redução das taxas beneficia muito”. França também apontou fatores que podem ampliar as vendas em 2025: a expectativa de queda dos juros, a criação da Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), voltada para famílias de classe média, e as mudanças no uso do FGTS. “A inserção da classe média nos programas de financiamento foi uma grande conquista que nós tivemos este ano”, afirmou. Criada em maio, a Faixa 4 permite que famílias com renda entre R$ 8 mil e R$ 12 mil financiem imóveis de até R$500 mil, com taxas reduzidas. Além disso, as novas regras autorizaram o uso do FGTS para a compra de imóveis de até R$2,25 milhões. Para França, essas mudanças abrem espaço para um ciclo de forte crescimento. “Quando o Brasil tiver redução da taxa de juros, o mercado imobiliário vai crescer muito. Isso porque temos um déficit habitacional de 6 milhões de domicílios e uma necessidade no futuro de 11 milhões de moradias”, disse. “Ainda há muita gente precisando comprar imóvel, sem contar as pessoas que querem mudar para uma casa melhor ou maior”. O presidente do Sinduscon-MG, Raphael Lafetá, reforçou a crítica aos juros elevados. “Não é só o setor da construção civil, mas toda a economia depende de taxas de juros mais baixas”, afirmou. Ele avalia que a demanda continuará forte em 2025, já que o déficit habitacional permanece em níveis semelhantes aos de 30 anos atrás. “A expectativa com relação à demanda é gigante, mas basta saber se a gente vai ter condições de oferecer. Para dar esta oferta, precisamos de uma economia estável e de taxas de juros mais acessíveis”, declarou. Lafetá afirmou ainda que questões como mão de obra e cadeia produtiva são desafios superáveis em um cenário econômico mais favorável. “A gente traz investidores. Um país com uma taxa de juros baixa, desenvolve, cresce, moderniza e inova”, afirmou. Segundo ele, o problema não se limita ao governo federal. A despadronização das legislações municipais e estaduais também pesa sobre o setor. “Estamos discutindo e conversando com os administradores municipais de vários níveis para que a gente possa modernizar a legislação, possibilitando a questão da padronização do nosso setor. Isso vai ajudar demais a fazermos mais habitação, com melhor qualidade e maior produtividade, a custos mais acessíveis”, explicou. Em participação por transmissão on-line, o governador Romeu Zema (Novo) também defendeu a desburocratização e disse manter “diálogo fácil” com o setor produtivo. “É isso que o Brasil precisa, de governos que trabalhem ao lado de quem produz riqueza. E não de governos que desconsiderem ou que complicam a vida. Tendo em cada cidade uma legislação e uma especificação diferente. Isso é um terror para quem quer reduzir custo e construir no Brasil”, afirmou. “No meu governo nós agimos exatamente no sentido contrário, escutando e fazendo tudo a quatro mãos”. Ao final do encontro, Lafetá reforçou a importância da integração entre sociedade civil, empresas e gestores públicos. “A administração pública tem um papel fundamental quando normatiza comportamentos, tipos e tamanhos de construções. Do contrário, ela engessa e impossibilita a atividade econômica. Mas também defendemos o trabalho em conjunto: empresas, administração pública e cidadão em prol do acesso à casa própria com uma mobilidade melhor, gastando menos tempo no trânsito e com acesso a condições melhores de vida”, concluiu. Quer continuar atualizado sobre o mercado imobiliário? Então se inscreva na nossa Newsletter. Todas as terças e sextas, às 7:15, nós enviamos no seu e-mail as principais notícias do mercado Imobiliário. Vejo você lá! Informações retiradas de Diário do Comércio Source link

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