Réveillon do Rio confirma atrações, musical sobre Clara Nunes volta e Brasil no Espelho surpreende
Ah, fim de ano no Rio de Janeiro, sol de volta com força, aquele clima de flerte no ar, praias e cachoeiras lotadas. Enquanto isso, a Riotur acelera a montagem dos palcos do Réveillon. A festa espalha 13 palcos pela cidade e mira um público de mais de 5 milhões de pessoas. Em Copacabana, o coração da virada, a operação concentra estrutura de grande porte, luz, som e tecnologia. A promessa inclui um espetáculo pirotécnico ampliado, trilha sonora própria e um show de drones que coloca a virada em clima de futuro. O Palco Rio, em frente ao Copacabana Palace, vira o grande cartão-postal da noite. A estrutura chega a 25 metros de altura e ocupa 1.700 m², com grande volume de LED e refletores. A cenografia busca referências nas formas e cores de Piet Mondrian, com criação de Abel Gomes. Na programação, o palco reúne Gilberto Gil com Ney Matogrosso como convidado, além de Belo e Alcione, João Gomes com participação de Iza, e Alok no pós-virada. A noite fecha com escola de samba, mantendo o clima de Carnaval logo nas primeiras horas de 2026. Foto: Reprodução/Internet A poucos metros, o Palco Amstel Samba, na altura da Rua República do Peru, aposta na identidade do gênero em elementos visuais ligados aos instrumentos. O lineup mistura vozes que seguram a roda com força: Roberta Sá, Mart’nália e Diogo Nogueira. O palco ainda marca a estreia do Bloco da Preta no réveillon do Rio, agora com novo vocalista, Feyjão. Já o Palco Banco do Brasil – Leme direciona o foco para a música gospel, com estética “celestial” e shows de Midian Lima, Samuel Messias, Thalles Roberto e Grupo Marcados. Para quem quer fugir da superlotação de Copacabana e ainda assim viver a virada com estrutura grande, o Réveillon do Rio oferece alternativas fortes em outros bairros. O Parque Madureira reúne samba e pagode com escolas e atrações populares. O Flamengo traz shows e tributo. A Ilha do Governador e a Penha entram na rota com rodas, sambistas e grandes agremiações. Paquetá aparece como opção para uma virada com outro ritmo, em cenário mais intimista. A lógica é simples: escolha o palco que combina com seu estilo e reduza o tempo de deslocamento. Saindo do Réveillon e entrando no primeiro fim de semana do ano, o Rio segue com programação para quem quer música e teatro. No dia 3 de janeiro, o Teatro Rival Petrobras recebe o retorno de “Deixa clarear, musical sobre Clara Nunes”, com Clara Santhana no papel principal. O espetáculo celebra 12 anos de circulação e reforça raízes da música brasileira com repertório que inclui “O canto das três raças”, “Morena de Angola” e “O mar serenou”. Também na agenda, Othon Bastos volta ao Teatro Vannucci com o solo “Não me entrego, não!”, em temporada de verão. O monólogo revisita memórias de uma carreira monumental e mantém lotação alta por onde passa. Othon (foto: Adriano Escanhuela) Para equilibrar festa e passeio, Niterói entra como respiro certeiro. O Museu do Ingá abriu a exposição “O Ingá e suas Coleções”, que ocupa os espaços do museu e apresenta um panorama de acervos públicos com nomes centrais da arte brasileira, como Di Cavalcanti, Candido Portinari, Carybé, José Pancetti e Aldo Bonadei. A mostra convida a um percurso amplo e gratuito, com recortes de períodos, linguagens e contextos que ajudam a entender a memória cultural fluminense. Já para quem gosta de uma boa leitura, acabei de ler Brasil no espelho, de Felipe Nunes – e recomendo. É aquela obra para quem quer começar um novo ano com repertório, o autor, cientista político, traça um retrato amplo sobre valores, ideias e crenças dos brasileiros, baseado em pesquisa com quase 10 mil entrevistas. Um ótimo lançamente da Globo Livros abrindo as portas para um quente ano de eleições. Felipe busca escrever de forma didática e fácil. É livro para entender contradições do país recente e como grupos e gerações se organizam por identidades, visões de mundo e comportamento. É útil para compreender melhor nosso entorno, os Brasis dentro do Brasil. Pessoalmente, tive algumas surpresas e refleti sobre como vem 2026. Será o começo do fim da polarização e dos extremismos ou os ânimos ficarão ainda mais exaltados? Conseguiremos uma política mais equilibrada absorvendo coisas boas da esquerda e da direita, fortalecendo a democracia? Serviço – Programação completa Réveillon do Rio de Janeiro Números de Estrutura e Operação Palco Rio (em frente ao Copacabana Palace): – 700m² de telas de LED utilizadas – 25 metros de altura e 1700m² de área – 8 pares de torres de luz e laser – 1200 refletores Em toda praia de Copacabana, incluíndo o Palco Leme: – 32 geradores de energia em funcionamento em toda a praia – 200 toneladas de equipamento – 500 caixas de som pela praia toda distribuídas pelas 20 torres de som e pelos 3 palcos principais – esse ano com torres de delay no Palco Rio para melhor experiência do público – 50 mil metros de estrutura de ferro tubular linear – 2.000 refletores (1200 no Palco Rio + 800 no Palco Amstel Samba e Palco Leme) – 114 containers “estacionados” na orla de Copacabana ATRAÇÕES RIO RÉVEILLON 2026 – SHOWS:PALCO RIO (Copacabana): 18h às 3h – DJ Cady 20h – Gilberto Gil + Ney Matogrosso (convidado especial) 22h30 – Belo + Alcione 00h12 – João Gomes + Iza (convidada especial) 02h – Alok 03h30 – G.R.E.S. Beija Flor PALCO AMSTEL SAMBA (Copacabana): 18h às 3h – DJ Tamy 20h – Roberta Sá 22h – Mart’nália 00h12 – Diogo Nogueira 01h40 – Feyjão convida Bloco da Preta 03h30 – G.R.E.S. Grande Rio PALCO BANCO DO BRASIL – LEME: 19h às 01h30 – DJ Marcelo Araújo 19h20 – Midian Lima 20h45 – Samuel Messias 22h15 – Thalles Roberto 00h12 – Grupo Marcados PALCO PARQUE MADUREIRA AMSTEL (Rua Soares Caldeira, 115): 18h30 – G.R.E.S Império Serrano 19h30 – Velha Guarda da Portela 21h – DJ Michell + Black de Elite 22h30 – Família Diniz 00h20 – Sombrinha 02h00 –








