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Governo do RJ entrega novas viaturas, fuzis e equipamentos para a Polícia Militar

Divulgação O governador Cláudio Castro entregou nesta segunda-feira (29/12) novas viaturas e equipamentos para reforçar a estrutura da Polícia Militar. No total, foram 23 veículos semiblindados, que vão para o Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão (RECOM), ampliando a capacidade de atuação das equipes em operações e ações de controle. Além das viaturas, a corporação recebeu mil fuzis automáticos calibre 5.56, 296 motocicletas, coletes e capacetes balísticos, pistolas eletroimpactantes e kits de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) tático. Esses kits são voltados para socorro imediato em ocorrências com risco elevado, inclusive em situações de confronto. “Estamos ampliando a capacidade de atuação dos nossos agentes. São equipamentos novos que vão garantir mais segurança para a população e melhores condições de trabalho para o policial militar. Investimos em tecnologia de ponta, novos equipamentos e viaturas. Destaco a importância dos kits de APH táticos, que são essenciais para salvar a vida de um agente ferido em combate”, disse Cláudio Castro. A entrega faz parte do pacote de investimentos do Governo do Estado em Segurança Pública ao longo de 2025. Segundo o balanço divulgado, o estado adquiriu 841 viaturas semiblindadas neste ano e, com a remessa desta segunda-feira, mais de 800 já passaram a integrar a frota da PM, com foco no policiamento ostensivo. O governo também aponta investimentos de mais de R$ 16 bilhões na área de Segurança Pública, com mais de R$ 4,5 bilhões destinados a ações de inteligência e tecnologia. Hoje, a Polícia Militar opera com mais de 300 viaturas com kits de tecnologia embarcada, videomonitoramento com reconhecimento facial e de placas, mais de 100 drones com reconhecimento facial, câmeras de longo alcance, megafones para patrulhamento, um Centro de Controle e Comando Móvel para grandes eventos e 15 mil câmeras corporais em operação. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

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Eduardo Paes e Garotinho trocam farpas no Twitter após ex-governador prometer série sobre concessão de cemitérios

Eduardo Paes no BRT Curral Falso – Foto: Beth Santos O prefeito Eduardo Paes (PSD) e o ex-governador Anthony Garotinho voltaram a se enfrentar nas redes sociais neste domingo (28). A troca de farpas começou depois de uma postagem em que Garotinho anunciou que pretende publicar, a partir de março, uma série de acusações contra o prefeito e o irmão dele, Guilherme Paes, sócio do BTG Pactual. As informações são do portal Tempo Real. Na publicação, Garotinho insinuou irregularidades na concessão de cemitérios da cidade à empresa Rio Pax, citada como integrante de um grupo econômico que, mais recentemente, também venceu licitação na Comlurb. Ele afirmou ter feito um “longo e minucioso trabalho investigativo”, falou em “negociata”, mencionou “manobras licitatórias” e “ameaças a concorrentes”, mas não apresentou provas no post. A série anunciada por ele recebeu o nome de “Nem os mortos escapam” e foi ilustrada com fotos de Eduardo Paes, Guilherme Paes e um carro funerário da Rio Pax. A resposta de Paes veio na própria postagem. Ele afirmou que o ex-governador será processado e atacou Garotinho em comentário público: “Vagabundo presidiário (5x). Minha família não depende da política igual a você e sua corja”, escreveu Eduardo Paes. Horas depois, ainda nas redes de Garotinho, apareceu um segundo comentário atribuído ao prefeito do Rio, desta vez citando o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, filho do ex-governador. “Que pela graça de Deus se afastou de você. Nem seu filho te aguenta!”, escreveu Eduardo Paes. Garotinho reproduziu as mensagens e passou a divulgar a reação do prefeito. Em nova publicação, ironizou: “O nervosismo volta atacar (sic). Calma Dudu”, escreveu Anthony Garotinho. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

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Calor continua no Rio, mas há previsão de chuva

Advertisement Receba notícias no WhatsApp e e-mail Vista aérea da Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro – Foto: Rafa Pereira/Diário do Rio O Rio segue no terceiro nível do Protocolo de Calor (Calor 3) nesta segunda-feira (29/12). A previsão é de máxima de 36°C, mas há previsão de pancadas de chuva rápidas e isoladas nos períodos da tarde e da noite. A semana vai seguir com calor, com previsão de máxima ainda na casa dos 30 graus, segundo o Alerta Rio. O que muda é o aumento da nebulosidade e a chance de pancadas de chuvas isoladas, principalmente nos períodos da tarde e da noite. O Calor 3 é o nível que antecede os dois níveis considerados mais críticos, assim, é importante ficar atento a cuidados com a saúde, em especial em períodos de sol forte. O Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR-Rio) atualiza a situação da cidade em tempo real, com divulgação por meio de canais oficiais, o que inclui as redes sociais. O COR-Rio desta as seguintes recomendações, por conta do calor: Aumente a ingestão de água ou de sucos de frutas naturais, sem adição de açúcar, mesmo sem ter sede; Consuma alimentos leves como frutas e saladas; Utilize roupas leves e frescas; Evite bebidas alcoólicas e com elevado teor de açúcar; Evite a exposição direta ao sol, em especial, de 10h às 16h; Informe-se sobre os níveis de calor na cidade do Rio de Janeiro por meio das redes sociais e sites do Centro de Operações Rio e da Secretaria Municipal de Saúde. A exposição ao sol sem a proteção adequada contra os raios ultravioleta deixa a pele vermelha, sensível e com bolhas. Use protetor solar; Proteja as crianças com chapéu de abas; Em caso de mal-estar, tontura ou demais sintomas provocados em decorrência do estresse térmico, procure uma unidade municipal de saúde. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Jornalista, radialista e produtora de conteúdo, apaixonada por cultura, turismo e pelo Rio Source link

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Eduardo Paes e Daniel Soranz inauguram a 240ª unidade de saúde do Rio e batem recorde histórico na Atenção Primária

Era uma manhã luminosa de sábado no Itanhangá quando a cidade viu mais um passo decisivo na expansão da saúde pública carioca. No Morro do Banco, cercada pela comunidade da Tijuquinha, foi oficialmente inaugurada a Clínica da Família Dymas Joseph Pellegrin, a 240ª unidade de Atenção Primária à Saúde do Rio de Janeiro, um número recorde que reflete o compromisso da gestão municipal com o cuidado integral das pessoas.  Acompanhado pelo vice-prefeito Eduardo Cavaliere, o prefeito Eduardo Paes sublinhou que essa inauguração não é apenas mais uma obra: “Com essa clínica, atingimos 73,89% de cobertura da Estratégia Saúde da Família na cidade. Esse número mostra o nosso compromisso com a saúde dos cariocas”, afirmou o gestor, reforçando que o avanço seguirá em 2026 com novos investimentos, entre eles o Super Centro de Saúde da Zona Oeste e outras unidades ainda em planejamento.  Do lado da equipe de saúde, o secretário municipal Daniel Soranz destacou o impacto direto dessa conquista. Médico sanitarista com longa trajetória na expansão da Atenção Primária em nossa cidade, Soranz lembrou que esta foi a última inauguração de saúde em 2025 e que, só nas gestões de Paes, já foram entregues 130 Clínicas da Família. Ele enfatizou que a nova unidade não só reforça a cobertura de serviços básicos como também proporciona acesso essencial ao pré-natal, ao acompanhamento de crianças e idosos e ao cuidado contínuo de portadores de doenças crônicas.  A estrutura da clínica é moderna e completa: com três consultórios médicos, sala de imunização, farmácia própria e equipes multiprofissionais — somando 32 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos e agentes comunitários de saúde — os moradores de cerca de 11 mil pessoas agora contam com atendimento de qualidade perto de casa.  Num dos detalhes mais apreciados pela comunidade, a unidade integra também o programa Academia Carioca, que incentiva a prática de atividades físicas para pacientes com indicação médica, incluindo aulas de hidroginástica em piscina, sempre com acompanhamento de profissionais de saúde e educação física.  Moradores como Jociara de Souza, cuidadora de 52 anos que cresceu no Morro do Banco, comemoraram a conquista como uma mudança de vida: “Aqui nunca tinha tido uma Clínica da Família… agora vai ser muito bom, sobretudo para quem tem filho, e também para minha mãe, que já é idosa. Posso vir a pé”.  Localizada na Rua Sérgio de Carvalho, 76, a Clínica Dymas Joseph Pellegrin funciona de segunda a sexta, das 8h às 18h, e representa mais do que atendimento médico — traduz o acesso ampliado à saúde pública de qualidade para milhares de cariocas, resultado da parceria institucional entre Paes e Soranz e do esforço de toda a equipe municipal de saúde.  Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

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Rio pode ter pancadas de chuva e até temporal nos próximos dias; veja previsão do tempo

Pessoa com guarda-chuva em praia do Rio de Janeiro – Foto: Pedro Kirilos/Riotur O calor extremo que atinge o Rio de Janeiro nos últimos dias pode dar uma leve ”trégua” na semana que marca o fim de 2025 e o início de 2026. De acordo com o site especializado ”Climatempo”, a capital fluminense deve ter pancadas de chuva já nesta segunda-feira (29/12), no período da noite, além de aumento da nebulosidade a partir da tarde, com os termômetros marcando entre 23 e 36 graus. Esse cenário, inclusive, pode se repetir ao longo dos próximo dias, com temperatura máxima prevista de 37ºC, na terça (30/12). Vale ressaltar que, na próxima sexta (02/01), há previsão de temporal na cidade à tarde e à noite, com o tempo ficando nublado pela manhã. Prováveis temperaturas e possibilidades de chuva no Rio nos próximos 7 dias Segunda (29/12) – 23ºC a 36ºC – 40% de chances de chover; Terça (30/12) – 24ºC a 37ºC – 50% de chances; Quarta (31/12) – 24ºC a 32ºC – 68% de chances; Quinta (01/01) – 24ºC a 33ºC – 75% de chances; Sexta (02/01) – 24ºC a 32ºC – 88% de chances; Sábado (03/01) – 24º? a 29ºC – 81% de chances; Domingo (04/01) – 24º? a 27ºC – 84% de chances. Nível do calor e recomendações Desde a tarde da última quarta (24/12), o município do Rio entrou no nível 3 de calor, quando há registro de temperaturas elevadas (36 a 40 graus), com previsão de permanência ou aumento por, no mínimo, três dias consecutivos. Em meio a isso, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde, divulgou dicas de como ”sobreviver” ao calorão no RJ. Confira: Beber água constantemente, mesmo sem sentir sede; Evitar exposição demasiada ao sol, em especial, entre 10h e 16h; Redobrar os cuidados com crianças, idosos e pessoas acamadas; Usar roupas leves e frescas; Evitar bebidas alcoólicas e com elevado teor de açúcar; Utilizar protetor solar; Em caso de mal-estar, tontura ou outros sintomas provocados pelo estresse térmico, procurar uma unidade de saúde. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

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Preso traficante que era alvo da mega operação policial que neutralizou 117 marginais

Prisão do traficante goiano Bozo, na praia de São Conrado / Foto: Reprodução A Polícia Militar prendeu neste domingo, na Praia de São Conrado, na Zona Sul do Rio, o traficante Jhonnathan Wallef Moura Santos, conhecido como Bozo, que era um dos alvos da bem sucedida operação policial que acabou matando 117 bandidos no complexo do alemão. O criminoso, natural de Goiás e com atuação ligada ao tráfico de drogas no Rio de Janeiro – que virou refúgio de criminosos de todo o país após a proibição, durante a pandemia, das operações policiais em favelas – vinha sendo procurado desde a ofensiva que teve como objetivo central a sua prisão e a desarticulação da estrutura armada que o cercava. Segundo a corporação, contra ele havia mandado de prisão em aberto. Após trabalho de inteligência, os policiais localizaram o traficante na praia de São Conrado, onde foi finalmente preso. A abordagem ocorreu sem confronto, e o bandido foi conduzido à delegacia para os procedimentos legais, ficando à disposição da Justiça. Ele estava escondido na Rocinha. Na megaoperação, embora Bozo não tenha sido localizado, a ofensiva neutralizou mais de cem criminosos armados e reduziu de forma significativa a capacidade operacional da facção envolvida, desmontando esquemas de proteção, rotas de fuga e pontos de apoio utilizados pelo traficante. O principal alvo da operação era o traficante Doca, que segue foragido. Investigadores apontam que o homem preso exercia função estratégica dentro da organização criminosa, atuando no comando do tráfico e na coordenação de ações armadas. A avaliação das forças de segurança é de que a operação cumpriu seu papel ao enfraquecer o grupo e criar as condições necessárias para que o alvo fosse localizado e capturado posteriormente. Com a prisão, a Polícia Militar considera encerrada uma das frentes mais sensíveis da operação, destacando que o combate ao crime organizado exige ações contínuas, inteligência e presença permanente do Estado. As investigações seguem para identificar outros integrantes da facção e aprofundar a responsabilização criminal do grupo. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

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Onde o Rio enterrava seus mortos antes dos cemitérios

Cemitério do Pechincha – Foto: RioPax Antes que os grandes cemitérios urbanos se tornassem parte natural da paisagem carioca, o Rio de Janeiro lidava com seus mortos de maneira muito mais fragmentada — e, ao mesmo tempo, muito mais próxima da vida cotidiana. A morte não estava concentrada em poucos endereços fixos, mas espalhada pela cidade, integrada à sua malha religiosa, topográfica e social. Havia muitos lugares para os mortos, e muitos deles desapareceram sem deixar vestígios visíveis. Durante o período colonial e boa parte do Império, igrejas e seus entornos funcionavam como verdadeiros núcleos funerários. Não apenas o interior dos templos, mas também seus adros, fundos e áreas anexas recebiam sepultamentos. Era ali, junto aos espaços de oração, que se consolidava uma geografia da morte profundamente ligada à fé e à vida comunitária. O Rio enterrava seus mortos onde rezava, circulava e se reconhecia. Entre esses espaços hoje quase esquecidos, destaca-se o antigo Morro de Santo Antônio, durante séculos um dos territórios religiosos mais importantes da cidade. Antes de ser drasticamente reconfigurado pelas reformas urbanas do século XX, o morro abrigava conventos, igrejas, capelas e áreas de sepultamento. Ali, a morte fazia parte do cotidiano religioso, integrada ao relevo e à arquitetura, compondo uma paisagem que unia elevação espiritual e presença concreta dos mortos. Foi nesse contexto que ordens terceiras desempenharam papel fundamental. Elas não apenas organizavam a vida devocional de seus membros, como também mantinham necrópoles próprias, destinadas a irmãos e benfeitores. Um exemplo marcante foi a necrópole da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, situada atrás de sua igreja, no próprio Morro de Santo Antônio. O conjunto incluía uma capela mortuária central, cuidadosamente integrada ao espaço, reafirmando que o sepultamento era entendido como extensão natural da vida espiritual, e não como algo apartado da cidade. Além desse caso emblemático, a cidade contava com outros espaços funerários hoje pouco lembrados. Durante séculos, o interior e os adros das grandes igrejas paroquiais do Centro, como a Igreja da Candelária, receberam sepultamentos de fiéis, confrades e benfeitores, integrando a morte ao cotidiano urbano e religioso. Fora do núcleo mais adensado, existiu também o antigo Campo Santo da Misericórdia, na região que mais tarde daria origem ao Caju, destinado sobretudo aos pobres, escravizados e pessoas sem irmandade, revelando que a cidade já buscava soluções extramuros antes da consolidação dos grandes cemitérios públicos. Em paralelo, grupos estrangeiros mantiveram seus próprios espaços, como o Cemitério dos Ingleses, criado em 1811 na região da Gamboa para protestantes e não católicos, demonstrando que o Rio conviveu, por décadas, com uma multiplicidade de lugares de sepultamento, espalhados por igrejas, campos periféricos e áreas especializadas — uma geografia da morte muito mais complexa do que aquela que hoje lembramos. Além dos templos e áreas anexas às igrejas, o Rio possuía capelas mortuárias fora dos cemitérios, destinadas ao velório e às cerimônias fúnebres, muitas vezes localizadas a certa distância do local do enterro. Isso revela um dado pouco lembrado: a morte era um percurso, não um ponto único. O corpo circulava pela cidade, passava por capelas, igrejas e ritos, antes de alcançar seu destino final. Esse trajeto fazia parte da experiência urbana, marcando ruas, horários e rotinas. Não havia, portanto, um único “cemitério do Rio”. Havia múltiplos espaços funerários, coexistindo e se sobrepondo: sepultamentos em igrejas, áreas administradas por ordens religiosas, campos-santos periféricos, capelas independentes. Essa multiplicidade refletia uma cidade que crescia de forma orgânica, adaptando suas práticas à topografia, à religiosidade e às necessidades sociais de cada época. Com o avanço das ideias higienistas no século XIX e a progressiva reorganização urbana, essa geografia fragmentada começou a ser redesenhada. Os enterramentos intramuros foram sendo restringidos, e os mortos passaram a ser concentrados em grandes cemitérios públicos. Nesse processo, muitos dos antigos espaços funerários foram desativados, soterrados, demolidos ou simplesmente esquecidos. A cidade moderna preferiu apagar esses vestígios, substituindo-os por novas avenidas, edifícios e praças. Ainda assim, a memória desses lugares persiste, mesmo quando invisível. Sob calçadas, jardins e prédios do Centro, repousam histórias que raramente são lembradas: igrejas que enterravam seus fiéis, morros que acolhiam mortos e vivos, capelas que estruturavam o luto urbano. É uma camada profunda da cidade, difícil de perceber, mas essencial para compreender como o Rio se relacionou com a morte ao longo de sua história. Durante grande parte desse período, a administração desses espaços esteve integrada a instituições religiosas e assistenciais — entre elas, a irmandade da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, cuja atuação se inseria nesse sistema mais amplo de cuidado com os mortos, em sintonia com a tradição católica da cidade. Reconstituir essa geografia esquecida não é um exercício de nostalgia vazia. É um gesto de memória urbana. Ao lembrar onde o Rio enterrava seus mortos antes dos cemitérios, a cidade recupera parte de si mesma — um tempo em que a morte não era empurrada para longe, mas integrada à vida, à fé e ao espaço comum. Talvez por isso esses lugares ainda nos fascinem. Eles falam de um Rio que desapareceu fisicamente, mas que continua presente nas camadas mais profundas da cidade. Um Rio em que os mortos não estavam escondidos, mas faziam parte do caminho. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

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Tarado em plena luz do dia: homem investigado por atos obscenos contra mulheres em praia de Niterói

Ponte Rio-Niterói — Foto: EcoRodovias O que deveria ser apenas mais uma tarde comum de verão na praia de Piratininga, na Região Oceânica de Niterói, terminou com registro policial e abertura de investigação por crime de importunação sexual. Um homem foi detido após duas banhistas acionarem a polícia ao perceberem um comportamento considerado incompatível com o ambiente público da praia. Segundo o relato das vítimas, o suspeito permanecia sentado na faixa de areia enquanto praticava atos obscenos de forma recorrente, direcionando a conduta especificamente às mulheres que estavam próximas. As banhistas afirmam que o comportamento se tornava ainda mais explícito quando a companheira do homem se afastava em direção ao mar. Diante da situação, as vítimas passaram a registrar imagens que mostram o suspeito manipulando a genitália de maneira frequente e compulsiva, mesmo por cima do calção de banho. As gravações reforçaram a suspeita inicial e passaram a configurar indícios considerados consistentes de autoria, segundo a ocorrência policial. A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado pela 81ª DP (Itaipu), que instaurou inquérito com base no artigo 215-A do Código Penal, que tipifica o crime de importunação sexual. O procedimento corre sob sigilo, e até o momento não há informações oficiais sobre eventual prisão preventiva ou medidas cautelares adicionais. O episódio reacende o debate sobre segurança, assédio e limites de comportamento em espaços públicos, especialmente em áreas de lazer que recebem grande fluxo de pessoas durante o verão. Para as vítimas, o registro das imagens foi decisivo para que a situação não fosse tratada como um simples mal-entendido, mas como um caso que exige apuração formal. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

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Réveillon do Rio confirma atrações, musical sobre Clara Nunes volta e Brasil no Espelho surpreende

Ah, fim de ano no Rio de Janeiro, sol de volta com força, aquele clima de flerte no ar, praias e cachoeiras lotadas. Enquanto isso, a Riotur acelera a montagem dos palcos do Réveillon. A festa espalha 13 palcos pela cidade e mira um público de mais de 5 milhões de pessoas. Em Copacabana, o coração da virada, a operação concentra estrutura de grande porte, luz, som e tecnologia. A promessa inclui um espetáculo pirotécnico ampliado, trilha sonora própria e um show de drones que coloca a virada em clima de futuro. O Palco Rio, em frente ao Copacabana Palace, vira o grande cartão-postal da noite. A estrutura chega a 25 metros de altura e ocupa 1.700 m², com grande volume de LED e refletores. A cenografia busca referências nas formas e cores de Piet Mondrian, com criação de Abel Gomes. Na programação, o palco reúne Gilberto Gil com Ney Matogrosso como convidado, além de Belo e Alcione, João Gomes com participação de Iza, e Alok no pós-virada. A noite fecha com escola de samba, mantendo o clima de Carnaval logo nas primeiras horas de 2026. Foto: Reprodução/Internet A poucos metros, o Palco Amstel Samba, na altura da Rua República do Peru, aposta na identidade do gênero em elementos visuais ligados aos instrumentos. O lineup mistura vozes que seguram a roda com força: Roberta Sá, Mart’nália e Diogo Nogueira. O palco ainda marca a estreia do Bloco da Preta no réveillon do Rio, agora com novo vocalista, Feyjão. Já o Palco Banco do Brasil – Leme direciona o foco para a música gospel, com estética “celestial” e shows de Midian Lima, Samuel Messias, Thalles Roberto e Grupo Marcados. Para quem quer fugir da superlotação de Copacabana e ainda assim viver a virada com estrutura grande, o Réveillon do Rio oferece alternativas fortes em outros bairros. O Parque Madureira reúne samba e pagode com escolas e atrações populares. O Flamengo traz shows e tributo. A Ilha do Governador e a Penha entram na rota com rodas, sambistas e grandes agremiações. Paquetá aparece como opção para uma virada com outro ritmo, em cenário mais intimista. A lógica é simples: escolha o palco que combina com seu estilo e reduza o tempo de deslocamento. Saindo do Réveillon e entrando no primeiro fim de semana do ano, o Rio segue com programação para quem quer música e teatro. No dia 3 de janeiro, o Teatro Rival Petrobras recebe o retorno de “Deixa clarear, musical sobre Clara Nunes”, com Clara Santhana no papel principal. O espetáculo celebra 12 anos de circulação e reforça raízes da música brasileira com repertório que inclui “O canto das três raças”, “Morena de Angola” e “O mar serenou”. Também na agenda, Othon Bastos volta ao Teatro Vannucci com o solo “Não me entrego, não!”, em temporada de verão. O monólogo revisita memórias de uma carreira monumental e mantém lotação alta por onde passa. Othon (foto: Adriano Escanhuela) Para equilibrar festa e passeio, Niterói entra como respiro certeiro. O Museu do Ingá abriu a exposição “O Ingá e suas Coleções”, que ocupa os espaços do museu e apresenta um panorama de acervos públicos com nomes centrais da arte brasileira, como Di Cavalcanti, Candido Portinari, Carybé, José Pancetti e Aldo Bonadei. A mostra convida a um percurso amplo e gratuito, com recortes de períodos, linguagens e contextos que ajudam a entender a memória cultural fluminense. Já para quem gosta de uma boa leitura, acabei de ler Brasil no espelho, de Felipe Nunes – e recomendo. É aquela obra para quem quer começar um novo ano com repertório, o autor, cientista político, traça um retrato amplo sobre valores, ideias e crenças dos brasileiros, baseado em pesquisa com quase 10 mil entrevistas. Um ótimo lançamente da Globo Livros abrindo as portas para um quente ano de eleições. Felipe busca escrever de forma didática e fácil. É livro para entender contradições do país recente e como grupos e gerações se organizam por identidades, visões de mundo e comportamento. É útil para compreender melhor nosso entorno, os Brasis dentro do Brasil. Pessoalmente, tive algumas surpresas e refleti sobre como vem 2026. Será o começo do fim da polarização e dos extremismos ou os ânimos ficarão ainda mais exaltados? Conseguiremos uma política mais equilibrada absorvendo coisas boas da esquerda e da direita, fortalecendo a democracia? Serviço – Programação completa Réveillon do Rio de Janeiro Números de Estrutura e Operação Palco Rio (em frente ao Copacabana Palace): – 700m² de telas de LED utilizadas – 25 metros de altura e 1700m² de área – 8 pares de torres de luz e laser – 1200 refletores Em toda praia de Copacabana, incluíndo o Palco Leme: – 32 geradores de energia em funcionamento em toda a praia – 200 toneladas de equipamento – 500 caixas de som pela praia toda distribuídas pelas 20 torres de som e pelos 3 palcos principais – esse ano com torres de delay no Palco Rio para melhor experiência do público – 50 mil metros de estrutura de ferro tubular linear – 2.000 refletores (1200 no Palco Rio + 800 no Palco Amstel Samba e Palco Leme) – 114 containers “estacionados” na orla de Copacabana ATRAÇÕES RIO RÉVEILLON 2026 – SHOWS:PALCO RIO (Copacabana): 18h às 3h – DJ Cady 20h – Gilberto Gil + Ney Matogrosso (convidado especial) 22h30 – Belo + Alcione 00h12 – João Gomes + Iza (convidada especial) 02h – Alok 03h30 – G.R.E.S. Beija Flor PALCO AMSTEL SAMBA (Copacabana): 18h às 3h – DJ Tamy 20h – Roberta Sá 22h – Mart’nália 00h12 – Diogo Nogueira 01h40 – Feyjão convida Bloco da Preta 03h30 – G.R.E.S. Grande Rio PALCO BANCO DO BRASIL – LEME: 19h às 01h30 – DJ Marcelo Araújo 19h20 – Midian Lima 20h45 – Samuel Messias 22h15 – Thalles Roberto 00h12 – Grupo Marcados PALCO PARQUE MADUREIRA AMSTEL (Rua Soares Caldeira, 115): 18h30 – G.R.E.S Império Serrano 19h30 – Velha Guarda da Portela 21h – DJ Michell + Black de Elite 22h30 – Família Diniz 00h20 – Sombrinha 02h00 –

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Avião de pequeno porte que realizava serviço de publicidade cai no mar de Copacabana

Acidente aconteceu por volta das 12h34 deste sábado (27/12), na região da praia em frente à Rua Santa Clara Advertisement Receba notícias no WhatsApp e e-mail Queda de ultraleve no mar de Copacabana – Foto: Reprodução/Internet Um avião de pequeno porte, possivelmente monomotor, caiu no mar de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, no início da tarde deste sábado (27/12). De acordo com o programa ”RJ1”, da ”TV Globo”, o acidente aconteceu por volta das 12h30 (de Brasília), na região da praia em frente à Rua Santa Clara. Por ora, ainda não há informações sobre o estado de saúde do piloto e de possíveis outros feridos. O 17º Grupamento de Bombeiros Militar (Copacabana) foi acionado às 12h34 para a ocorrência. A corporação utiliza jet skis, mergulhadores e helicóptero nas buscas. Vale ressaltar que a aeronave realizava serviço de publicidade no momento do acidente. Matéria em atualização Receba notícias no WhatsApp e e-mail Raphael Fernandes é jornalista, baixista e apaixonado por futebol. Integra a equipe do DIÁRIO DO RIO desde fevereiro de 2019 e, paralelamente, atua como repórter no radialismo esportivo carioca. Source link

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