Mercado Imobiliário

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Possível fim de fundo adia decisão sobre um dos maiores terrenos livres do Centro do Rio

O futuro de um dos últimos grandes terrenos livres do Centro do Rio entrou em contagem regressiva. A enorme área na Avenida Presidente Antônio Carlos, com cerca de 3 mil m² e esquina com a Rua Santa Luzia, tem entre seus proprietários o Fundo Votorantim Performance de Investimentos Imobiliários, que detém a maior parte do lote. Após registrar perdas de 73,16%, o fundo pode ser dissolvido em até 180 dias, conforme regras do próprio veículo de investimentos. Segundo informações da jornalista Fernanda Pontes, de O Globo, a Tivio Capital, administradora do fundo, anunciou a intenção de renunciar à gestão, mas permanecerá por seis meses para tentar destravar um projeto imobiliário paralisado desde 2013. Em assembleia realizada em 4 de dezembro, a decisão sobre o destino do fundo expôs um impasse entre os 14 cotistas. Parte deles defende a liquidação imediata, enquanto os demais preferem aguardar o semestre extra na tentativa de viabilizar o empreendimento. Projeto emperrado desde 2013 Foto: Reprodução A proposta, desenvolvida pela SIG Engenharia e pela Performance, prevê a construção de um condomínio residencial com lojas no térreo e uma praça pública no centro do terreno. O objetivo, segundo os responsáveis, é integrar moradia, comércio e espaço urbano, além de revelar a vista do conjunto arquitetônico da Santa Casa da Misericórdia, protegido pelo Iphan, embora o terreno em si não seja tombado. O órgão federal, no entanto, ainda não emitiu a autorização final para o projeto. Ao longo dos últimos 11 anos, a análise foi marcada por sucessivas exigências. Primeiro, o Iphan solicitou a preservação de um muro, que, após perícia técnica especializada, foi considerado sem valor histórico ou arquitetônico. Em seguida, o instituto pediu alterações no desenho arquitetônico, no afastamento entre edificações e no alinhamento das torres. As mudanças foram incorporadas, afirmam as empresas, mas o processo não avançou para o aval definitivo. A Santa Casa, que vendeu parte do terreno para o empreendimento, também será beneficiada com o recebimento de unidades do residencial como contrapartida, um reforço financeiro relevante para a instituição, que atua na área de assistência social. O projeto prevê duas torres com 82 metros de altura cada, alinhadas ao edifício do Ministério da Fazenda, do outro lado da avenida. Segundo os desenvolvedores, a altura foi dimensionada para respeitar a paisagem da via. A tipologia das unidades seria predominantemente de estúdios, seguindo a demanda do Centro. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

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Réveillon 2026: quiosques da Orla Rio terão festas, ceias e música ao vivo na orla carioca

Divulgação A virada do ano na praia é uma tradição carioca, e os quiosques administrados pela Orla Rio vão entrar forte na programação do Réveillon 2026. Ao longo da orla, diferentes espaços prometem ceias temáticas, música, experiências gastronômicas e ambientes desenhados para públicos variados, sempre com o mar como cenário. “As celebrações de Ano Novo na orla carioca representam o espírito de alegria que caracteriza o Rio de Janeiro como a Cidade Maravilhosa. A orla oferece quiosques para todos os gostos, investimos em uma curadoria que une diversidade musical e uma gastronomia de excelência, transformando os quiosques em opções completas para toda a família”, disse João Marcello Barreto, presidente da Orla Rio. Neste ano, Copacabana, Leme e Barra da Tijuca concentram boa parte das agendas especiais. Em Copa, aparecem opções para quem quer ver a queima de fogos com vista privilegiada, além de festas completas. Na Barra, a pegada vai de ceias a formatos mais familiares. No Leme, o clima mais tradicional de samba e música ao vivo ganha versão de virada. Algumas opções citadas pela Orla Rio para o Réveillon na orla carioca: Deck Zero Nove (Copacabana): festa com open bar e open food. A partir das 21h (31/12). Juannas (Copacabana): DJ e companhia de dança, com open bar e open food. A partir das 21h (31/12). Tibar (Barra da Tijuca): noite com ambiente familiar e opções gastronômicas; entrada grátis para crianças de 0 a 5 anos e tarifa diferenciada de 6 a 12 anos. A partir das 21h (31/12). Ginga (Leme): roda de samba e música ao vivo, com open bar e open food. A partir das 20h (31/12). Areia MPB e Nacho (Copacabana): festa com programação musical especial e open bar. A partir das 20h (31/12). Amor (Copacabana): open bar e buffet premium em um dos pontos mais disputados da praia. A partir das 21h (31/12). Casa Fuego (Copacabana): cardápio especial, drinks e ambiente exclusivo para celebrar 2026. A partir das 21h (31/12). Espaço A (Leme): ceia e programação especial em ambiente “pé na areia”. A partir das 21h (31/12). Rayz Beach Point (Leme): virada com música e clima descontraído. A partir das 21h (31/12). A lista completa de quiosques e os detalhes de cada programação estão no site da Orla Rio. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

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Governo do RJ entrega novas viaturas, fuzis e equipamentos para a Polícia Militar

Divulgação O governador Cláudio Castro entregou nesta segunda-feira (29/12) novas viaturas e equipamentos para reforçar a estrutura da Polícia Militar. No total, foram 23 veículos semiblindados, que vão para o Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão (RECOM), ampliando a capacidade de atuação das equipes em operações e ações de controle. Além das viaturas, a corporação recebeu mil fuzis automáticos calibre 5.56, 296 motocicletas, coletes e capacetes balísticos, pistolas eletroimpactantes e kits de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) tático. Esses kits são voltados para socorro imediato em ocorrências com risco elevado, inclusive em situações de confronto. “Estamos ampliando a capacidade de atuação dos nossos agentes. São equipamentos novos que vão garantir mais segurança para a população e melhores condições de trabalho para o policial militar. Investimos em tecnologia de ponta, novos equipamentos e viaturas. Destaco a importância dos kits de APH táticos, que são essenciais para salvar a vida de um agente ferido em combate”, disse Cláudio Castro. A entrega faz parte do pacote de investimentos do Governo do Estado em Segurança Pública ao longo de 2025. Segundo o balanço divulgado, o estado adquiriu 841 viaturas semiblindadas neste ano e, com a remessa desta segunda-feira, mais de 800 já passaram a integrar a frota da PM, com foco no policiamento ostensivo. O governo também aponta investimentos de mais de R$ 16 bilhões na área de Segurança Pública, com mais de R$ 4,5 bilhões destinados a ações de inteligência e tecnologia. Hoje, a Polícia Militar opera com mais de 300 viaturas com kits de tecnologia embarcada, videomonitoramento com reconhecimento facial e de placas, mais de 100 drones com reconhecimento facial, câmeras de longo alcance, megafones para patrulhamento, um Centro de Controle e Comando Móvel para grandes eventos e 15 mil câmeras corporais em operação. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

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Eduardo Paes e Garotinho trocam farpas no Twitter após ex-governador prometer série sobre concessão de cemitérios

Eduardo Paes no BRT Curral Falso – Foto: Beth Santos O prefeito Eduardo Paes (PSD) e o ex-governador Anthony Garotinho voltaram a se enfrentar nas redes sociais neste domingo (28). A troca de farpas começou depois de uma postagem em que Garotinho anunciou que pretende publicar, a partir de março, uma série de acusações contra o prefeito e o irmão dele, Guilherme Paes, sócio do BTG Pactual. As informações são do portal Tempo Real. Na publicação, Garotinho insinuou irregularidades na concessão de cemitérios da cidade à empresa Rio Pax, citada como integrante de um grupo econômico que, mais recentemente, também venceu licitação na Comlurb. Ele afirmou ter feito um “longo e minucioso trabalho investigativo”, falou em “negociata”, mencionou “manobras licitatórias” e “ameaças a concorrentes”, mas não apresentou provas no post. A série anunciada por ele recebeu o nome de “Nem os mortos escapam” e foi ilustrada com fotos de Eduardo Paes, Guilherme Paes e um carro funerário da Rio Pax. A resposta de Paes veio na própria postagem. Ele afirmou que o ex-governador será processado e atacou Garotinho em comentário público: “Vagabundo presidiário (5x). Minha família não depende da política igual a você e sua corja”, escreveu Eduardo Paes. Horas depois, ainda nas redes de Garotinho, apareceu um segundo comentário atribuído ao prefeito do Rio, desta vez citando o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, filho do ex-governador. “Que pela graça de Deus se afastou de você. Nem seu filho te aguenta!”, escreveu Eduardo Paes. Garotinho reproduziu as mensagens e passou a divulgar a reação do prefeito. Em nova publicação, ironizou: “O nervosismo volta atacar (sic). Calma Dudu”, escreveu Anthony Garotinho. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

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Calor continua no Rio, mas há previsão de chuva

Advertisement Receba notícias no WhatsApp e e-mail Vista aérea da Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro – Foto: Rafa Pereira/Diário do Rio O Rio segue no terceiro nível do Protocolo de Calor (Calor 3) nesta segunda-feira (29/12). A previsão é de máxima de 36°C, mas há previsão de pancadas de chuva rápidas e isoladas nos períodos da tarde e da noite. A semana vai seguir com calor, com previsão de máxima ainda na casa dos 30 graus, segundo o Alerta Rio. O que muda é o aumento da nebulosidade e a chance de pancadas de chuvas isoladas, principalmente nos períodos da tarde e da noite. O Calor 3 é o nível que antecede os dois níveis considerados mais críticos, assim, é importante ficar atento a cuidados com a saúde, em especial em períodos de sol forte. O Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR-Rio) atualiza a situação da cidade em tempo real, com divulgação por meio de canais oficiais, o que inclui as redes sociais. O COR-Rio desta as seguintes recomendações, por conta do calor: Aumente a ingestão de água ou de sucos de frutas naturais, sem adição de açúcar, mesmo sem ter sede; Consuma alimentos leves como frutas e saladas; Utilize roupas leves e frescas; Evite bebidas alcoólicas e com elevado teor de açúcar; Evite a exposição direta ao sol, em especial, de 10h às 16h; Informe-se sobre os níveis de calor na cidade do Rio de Janeiro por meio das redes sociais e sites do Centro de Operações Rio e da Secretaria Municipal de Saúde. A exposição ao sol sem a proteção adequada contra os raios ultravioleta deixa a pele vermelha, sensível e com bolhas. Use protetor solar; Proteja as crianças com chapéu de abas; Em caso de mal-estar, tontura ou demais sintomas provocados em decorrência do estresse térmico, procure uma unidade municipal de saúde. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Jornalista, radialista e produtora de conteúdo, apaixonada por cultura, turismo e pelo Rio Source link

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Eduardo Paes e Daniel Soranz inauguram a 240ª unidade de saúde do Rio e batem recorde histórico na Atenção Primária

Era uma manhã luminosa de sábado no Itanhangá quando a cidade viu mais um passo decisivo na expansão da saúde pública carioca. No Morro do Banco, cercada pela comunidade da Tijuquinha, foi oficialmente inaugurada a Clínica da Família Dymas Joseph Pellegrin, a 240ª unidade de Atenção Primária à Saúde do Rio de Janeiro, um número recorde que reflete o compromisso da gestão municipal com o cuidado integral das pessoas.  Acompanhado pelo vice-prefeito Eduardo Cavaliere, o prefeito Eduardo Paes sublinhou que essa inauguração não é apenas mais uma obra: “Com essa clínica, atingimos 73,89% de cobertura da Estratégia Saúde da Família na cidade. Esse número mostra o nosso compromisso com a saúde dos cariocas”, afirmou o gestor, reforçando que o avanço seguirá em 2026 com novos investimentos, entre eles o Super Centro de Saúde da Zona Oeste e outras unidades ainda em planejamento.  Do lado da equipe de saúde, o secretário municipal Daniel Soranz destacou o impacto direto dessa conquista. Médico sanitarista com longa trajetória na expansão da Atenção Primária em nossa cidade, Soranz lembrou que esta foi a última inauguração de saúde em 2025 e que, só nas gestões de Paes, já foram entregues 130 Clínicas da Família. Ele enfatizou que a nova unidade não só reforça a cobertura de serviços básicos como também proporciona acesso essencial ao pré-natal, ao acompanhamento de crianças e idosos e ao cuidado contínuo de portadores de doenças crônicas.  A estrutura da clínica é moderna e completa: com três consultórios médicos, sala de imunização, farmácia própria e equipes multiprofissionais — somando 32 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos e agentes comunitários de saúde — os moradores de cerca de 11 mil pessoas agora contam com atendimento de qualidade perto de casa.  Num dos detalhes mais apreciados pela comunidade, a unidade integra também o programa Academia Carioca, que incentiva a prática de atividades físicas para pacientes com indicação médica, incluindo aulas de hidroginástica em piscina, sempre com acompanhamento de profissionais de saúde e educação física.  Moradores como Jociara de Souza, cuidadora de 52 anos que cresceu no Morro do Banco, comemoraram a conquista como uma mudança de vida: “Aqui nunca tinha tido uma Clínica da Família… agora vai ser muito bom, sobretudo para quem tem filho, e também para minha mãe, que já é idosa. Posso vir a pé”.  Localizada na Rua Sérgio de Carvalho, 76, a Clínica Dymas Joseph Pellegrin funciona de segunda a sexta, das 8h às 18h, e representa mais do que atendimento médico — traduz o acesso ampliado à saúde pública de qualidade para milhares de cariocas, resultado da parceria institucional entre Paes e Soranz e do esforço de toda a equipe municipal de saúde.  Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

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Rio pode ter pancadas de chuva e até temporal nos próximos dias; veja previsão do tempo

Pessoa com guarda-chuva em praia do Rio de Janeiro – Foto: Pedro Kirilos/Riotur O calor extremo que atinge o Rio de Janeiro nos últimos dias pode dar uma leve ”trégua” na semana que marca o fim de 2025 e o início de 2026. De acordo com o site especializado ”Climatempo”, a capital fluminense deve ter pancadas de chuva já nesta segunda-feira (29/12), no período da noite, além de aumento da nebulosidade a partir da tarde, com os termômetros marcando entre 23 e 36 graus. Esse cenário, inclusive, pode se repetir ao longo dos próximo dias, com temperatura máxima prevista de 37ºC, na terça (30/12). Vale ressaltar que, na próxima sexta (02/01), há previsão de temporal na cidade à tarde e à noite, com o tempo ficando nublado pela manhã. Prováveis temperaturas e possibilidades de chuva no Rio nos próximos 7 dias Segunda (29/12) – 23ºC a 36ºC – 40% de chances de chover; Terça (30/12) – 24ºC a 37ºC – 50% de chances; Quarta (31/12) – 24ºC a 32ºC – 68% de chances; Quinta (01/01) – 24ºC a 33ºC – 75% de chances; Sexta (02/01) – 24ºC a 32ºC – 88% de chances; Sábado (03/01) – 24º? a 29ºC – 81% de chances; Domingo (04/01) – 24º? a 27ºC – 84% de chances. Nível do calor e recomendações Desde a tarde da última quarta (24/12), o município do Rio entrou no nível 3 de calor, quando há registro de temperaturas elevadas (36 a 40 graus), com previsão de permanência ou aumento por, no mínimo, três dias consecutivos. Em meio a isso, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde, divulgou dicas de como ”sobreviver” ao calorão no RJ. Confira: Beber água constantemente, mesmo sem sentir sede; Evitar exposição demasiada ao sol, em especial, entre 10h e 16h; Redobrar os cuidados com crianças, idosos e pessoas acamadas; Usar roupas leves e frescas; Evitar bebidas alcoólicas e com elevado teor de açúcar; Utilizar protetor solar; Em caso de mal-estar, tontura ou outros sintomas provocados pelo estresse térmico, procurar uma unidade de saúde. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

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Preso traficante que era alvo da mega operação policial que neutralizou 117 marginais

Prisão do traficante goiano Bozo, na praia de São Conrado / Foto: Reprodução A Polícia Militar prendeu neste domingo, na Praia de São Conrado, na Zona Sul do Rio, o traficante Jhonnathan Wallef Moura Santos, conhecido como Bozo, que era um dos alvos da bem sucedida operação policial que acabou matando 117 bandidos no complexo do alemão. O criminoso, natural de Goiás e com atuação ligada ao tráfico de drogas no Rio de Janeiro – que virou refúgio de criminosos de todo o país após a proibição, durante a pandemia, das operações policiais em favelas – vinha sendo procurado desde a ofensiva que teve como objetivo central a sua prisão e a desarticulação da estrutura armada que o cercava. Segundo a corporação, contra ele havia mandado de prisão em aberto. Após trabalho de inteligência, os policiais localizaram o traficante na praia de São Conrado, onde foi finalmente preso. A abordagem ocorreu sem confronto, e o bandido foi conduzido à delegacia para os procedimentos legais, ficando à disposição da Justiça. Ele estava escondido na Rocinha. Na megaoperação, embora Bozo não tenha sido localizado, a ofensiva neutralizou mais de cem criminosos armados e reduziu de forma significativa a capacidade operacional da facção envolvida, desmontando esquemas de proteção, rotas de fuga e pontos de apoio utilizados pelo traficante. O principal alvo da operação era o traficante Doca, que segue foragido. Investigadores apontam que o homem preso exercia função estratégica dentro da organização criminosa, atuando no comando do tráfico e na coordenação de ações armadas. A avaliação das forças de segurança é de que a operação cumpriu seu papel ao enfraquecer o grupo e criar as condições necessárias para que o alvo fosse localizado e capturado posteriormente. Com a prisão, a Polícia Militar considera encerrada uma das frentes mais sensíveis da operação, destacando que o combate ao crime organizado exige ações contínuas, inteligência e presença permanente do Estado. As investigações seguem para identificar outros integrantes da facção e aprofundar a responsabilização criminal do grupo. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

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Onde o Rio enterrava seus mortos antes dos cemitérios

Cemitério do Pechincha – Foto: RioPax Antes que os grandes cemitérios urbanos se tornassem parte natural da paisagem carioca, o Rio de Janeiro lidava com seus mortos de maneira muito mais fragmentada — e, ao mesmo tempo, muito mais próxima da vida cotidiana. A morte não estava concentrada em poucos endereços fixos, mas espalhada pela cidade, integrada à sua malha religiosa, topográfica e social. Havia muitos lugares para os mortos, e muitos deles desapareceram sem deixar vestígios visíveis. Durante o período colonial e boa parte do Império, igrejas e seus entornos funcionavam como verdadeiros núcleos funerários. Não apenas o interior dos templos, mas também seus adros, fundos e áreas anexas recebiam sepultamentos. Era ali, junto aos espaços de oração, que se consolidava uma geografia da morte profundamente ligada à fé e à vida comunitária. O Rio enterrava seus mortos onde rezava, circulava e se reconhecia. Entre esses espaços hoje quase esquecidos, destaca-se o antigo Morro de Santo Antônio, durante séculos um dos territórios religiosos mais importantes da cidade. Antes de ser drasticamente reconfigurado pelas reformas urbanas do século XX, o morro abrigava conventos, igrejas, capelas e áreas de sepultamento. Ali, a morte fazia parte do cotidiano religioso, integrada ao relevo e à arquitetura, compondo uma paisagem que unia elevação espiritual e presença concreta dos mortos. Foi nesse contexto que ordens terceiras desempenharam papel fundamental. Elas não apenas organizavam a vida devocional de seus membros, como também mantinham necrópoles próprias, destinadas a irmãos e benfeitores. Um exemplo marcante foi a necrópole da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, situada atrás de sua igreja, no próprio Morro de Santo Antônio. O conjunto incluía uma capela mortuária central, cuidadosamente integrada ao espaço, reafirmando que o sepultamento era entendido como extensão natural da vida espiritual, e não como algo apartado da cidade. Além desse caso emblemático, a cidade contava com outros espaços funerários hoje pouco lembrados. Durante séculos, o interior e os adros das grandes igrejas paroquiais do Centro, como a Igreja da Candelária, receberam sepultamentos de fiéis, confrades e benfeitores, integrando a morte ao cotidiano urbano e religioso. Fora do núcleo mais adensado, existiu também o antigo Campo Santo da Misericórdia, na região que mais tarde daria origem ao Caju, destinado sobretudo aos pobres, escravizados e pessoas sem irmandade, revelando que a cidade já buscava soluções extramuros antes da consolidação dos grandes cemitérios públicos. Em paralelo, grupos estrangeiros mantiveram seus próprios espaços, como o Cemitério dos Ingleses, criado em 1811 na região da Gamboa para protestantes e não católicos, demonstrando que o Rio conviveu, por décadas, com uma multiplicidade de lugares de sepultamento, espalhados por igrejas, campos periféricos e áreas especializadas — uma geografia da morte muito mais complexa do que aquela que hoje lembramos. Além dos templos e áreas anexas às igrejas, o Rio possuía capelas mortuárias fora dos cemitérios, destinadas ao velório e às cerimônias fúnebres, muitas vezes localizadas a certa distância do local do enterro. Isso revela um dado pouco lembrado: a morte era um percurso, não um ponto único. O corpo circulava pela cidade, passava por capelas, igrejas e ritos, antes de alcançar seu destino final. Esse trajeto fazia parte da experiência urbana, marcando ruas, horários e rotinas. Não havia, portanto, um único “cemitério do Rio”. Havia múltiplos espaços funerários, coexistindo e se sobrepondo: sepultamentos em igrejas, áreas administradas por ordens religiosas, campos-santos periféricos, capelas independentes. Essa multiplicidade refletia uma cidade que crescia de forma orgânica, adaptando suas práticas à topografia, à religiosidade e às necessidades sociais de cada época. Com o avanço das ideias higienistas no século XIX e a progressiva reorganização urbana, essa geografia fragmentada começou a ser redesenhada. Os enterramentos intramuros foram sendo restringidos, e os mortos passaram a ser concentrados em grandes cemitérios públicos. Nesse processo, muitos dos antigos espaços funerários foram desativados, soterrados, demolidos ou simplesmente esquecidos. A cidade moderna preferiu apagar esses vestígios, substituindo-os por novas avenidas, edifícios e praças. Ainda assim, a memória desses lugares persiste, mesmo quando invisível. Sob calçadas, jardins e prédios do Centro, repousam histórias que raramente são lembradas: igrejas que enterravam seus fiéis, morros que acolhiam mortos e vivos, capelas que estruturavam o luto urbano. É uma camada profunda da cidade, difícil de perceber, mas essencial para compreender como o Rio se relacionou com a morte ao longo de sua história. Durante grande parte desse período, a administração desses espaços esteve integrada a instituições religiosas e assistenciais — entre elas, a irmandade da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, cuja atuação se inseria nesse sistema mais amplo de cuidado com os mortos, em sintonia com a tradição católica da cidade. Reconstituir essa geografia esquecida não é um exercício de nostalgia vazia. É um gesto de memória urbana. Ao lembrar onde o Rio enterrava seus mortos antes dos cemitérios, a cidade recupera parte de si mesma — um tempo em que a morte não era empurrada para longe, mas integrada à vida, à fé e ao espaço comum. Talvez por isso esses lugares ainda nos fascinem. Eles falam de um Rio que desapareceu fisicamente, mas que continua presente nas camadas mais profundas da cidade. Um Rio em que os mortos não estavam escondidos, mas faziam parte do caminho. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

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Tarado em plena luz do dia: homem investigado por atos obscenos contra mulheres em praia de Niterói

Ponte Rio-Niterói — Foto: EcoRodovias O que deveria ser apenas mais uma tarde comum de verão na praia de Piratininga, na Região Oceânica de Niterói, terminou com registro policial e abertura de investigação por crime de importunação sexual. Um homem foi detido após duas banhistas acionarem a polícia ao perceberem um comportamento considerado incompatível com o ambiente público da praia. Segundo o relato das vítimas, o suspeito permanecia sentado na faixa de areia enquanto praticava atos obscenos de forma recorrente, direcionando a conduta especificamente às mulheres que estavam próximas. As banhistas afirmam que o comportamento se tornava ainda mais explícito quando a companheira do homem se afastava em direção ao mar. Diante da situação, as vítimas passaram a registrar imagens que mostram o suspeito manipulando a genitália de maneira frequente e compulsiva, mesmo por cima do calção de banho. As gravações reforçaram a suspeita inicial e passaram a configurar indícios considerados consistentes de autoria, segundo a ocorrência policial. A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado pela 81ª DP (Itaipu), que instaurou inquérito com base no artigo 215-A do Código Penal, que tipifica o crime de importunação sexual. O procedimento corre sob sigilo, e até o momento não há informações oficiais sobre eventual prisão preventiva ou medidas cautelares adicionais. O episódio reacende o debate sobre segurança, assédio e limites de comportamento em espaços públicos, especialmente em áreas de lazer que recebem grande fluxo de pessoas durante o verão. Para as vítimas, o registro das imagens foi decisivo para que a situação não fosse tratada como um simples mal-entendido, mas como um caso que exige apuração formal. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

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