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Fila, confusão e falta de informações marcam 1º dia de inscrições na piscina olímpica do Parque Oeste

Moradores fazem fila para se inscrever para atividades na piscina do Parque Oeste – Foto: Reprodução/ TV Globo O primeiro dia de inscrições para as atividades na piscina olímpica do Parque Oeste Ana Gonzaga, em Inhoaíba, na Zona Oeste do Rio, foi marcado por longas filas, desorganização e falta de informações. Moradores chegaram ainda na noite de segunda-feira (5) e viraram a madrugada em busca de vagas para aulas de natação, hidroginástica e e outras atividades oferecidas pela Prefeitura do Rio. Por volta das 8h desta terça-feira (6), a fila já dobrava o quarteirão. Sem orientações claras sobre quantidade de vagas, critérios de atendimento ou validade das senhas, dezenas de pessoas aguardavam sem saber se conseguiriam se inscrever. Muitos relataram frustração ao encontrar um cenário confuso e sem direcionamento por parte da organização. O cadastramento é coordenado pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer e ocorre presencialmente entre os dias 6 e 16 de janeiro, na sede administrativa do parque. A programação é voltada para crianças, adultos, idosos e pessoas com deficiência, dentro das ações de férias do município. Distribuição antecipada de senhas gera revolta De acordo com a Prefeitura do Rio, 300 senhas começaram a ser distribuídas às 22h de segunda-feira, e todas as vagas se esgotaram ainda durante a madrugada. A administração informou que a antecipação ocorreu por medida de segurança, devido à presença de idosos, crianças e pessoas com deficiência no local. Ainda segundo o município, quem permaneceu no local foi incluído em um cadastro de espera, para possível convocação em caso de desistências ou abertura de novas vagas. A decisão, no entanto, provocou revolta entre moradores que chegaram durante a madrugada e não conseguiram atendimento. Foto: Divulgação No início da manhã, não havia confirmação oficial sobre a validade das senhas nem sobre o número de vagas por modalidade. Segundo o Bom Dia Rio, da TV Globo, a administração do parque informou que todas as pessoas presentes seriam atendidas. A Prefeitura, porém, não explicou como será feito o controle da demanda nem como funcionará a redistribuição de vagas nos próximos dias. Piscina olímpica recém-inaugurada aumenta procura A alta procura ocorre poucos dias após a inauguração da piscina olímpica do Parque Oeste, em 28 de dezembro. O equipamento faz parte do legado dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 e foi instalado no Complexo Ana Gonzaga após ser desmontado do antigo Estádio Aquático Olímpico. Com 50 metros de comprimento e medidas oficiais de competição, a estrutura segue padrões internacionais e foi palco das despedidas do nadador Michael Phelps e do multicampeão paralímpico brasileiro Clodoaldo Silva, conhecido como “Tubarão das Piscinas”. Piscina inaugurada no Parque Oeste Ana Gonzaga, em Inhoaíba, legado dos Jogos Olímpicos 2016 – Foto: Beth Santos/Prefeitura do Rio O local oferece aulas de natação às terças e quintas-feiras e hidroginástica às quartas e sextas, para diferentes faixas etárias. Aos fins de semana, funciona como área de lazer, com limite de público e regras de segurança. A entrega da piscina marca o avanço da segunda fase das obras do Parque Oeste, conduzidas pela Rio-Urbe. O projeto inclui mirante, espaço ecumênico, chuveiro em cascata com vestiários, área de alimentação, parque infantil, quadras esportivas, além da construção de escolas públicas e da base da Divisão de Elite da Guarda Municipal. Com 234 mil metros quadrados, o Parque Oeste Ana Gonzaga fica na Avenida Cesário de Melo e foi inaugurado em setembro de 2024. O investimento total ultrapassa R$ 220 milhões. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

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Rede estadual de saúde prioriza qualidade do atendimento aos idosos

Crédito: Carlos Magno Atualmente, o Rio de Janeiro concentra a segunda maior população idosa do Brasil, segundo o Censo 2022 do IBGE, o que faz a Secretaria de Estado de Saúde (SES) se empenhar em melhorar o atendimento dessa população. Entre as ações está a reforma do Hospital Estadual Eduardo Rabelo (HEER), em Senador Vasconcelos, Zona Oeste, cujo investimento foi R$ 13 milhões. A unidade dispõe de um Centro-Dia, que oferece atividades sociais, complementares ao atendimento médico. Em 2026, a secretaria vai lançar o Plano Estadual de Saúde da Pessoa Idosa, o qual terá o primeiro curso de formação para cuidadores de idosos. “O envelhecimento da população é uma realidade que demanda mais oferta de vagas e atendimento especializado. O Governo do Rio está de olho nesse futuro, já preparando a rede hoje. São dois pilares em que estamos atuando, a adaptação da estrutura das unidades e a qualificação dos profissionais, que é o mais importante cuidar com carinho dos nossos idosos”, disse o governador Cláudio Castro (PL). Moradora de Campo Grande, Silvia Araújo Brêtas, de 70 anos, é tratada no hospital. Ele regularmente faz consultas de homeopatia e tratamento de auriculoterapia – técnica que estimula pontos específicos na orelha para tratar diversas condições físicas, mentais e emocionais. “Eu aqui me sinto acolhida. Os profissionais nos escutam, olham nos nossos olhos. Isso faz muita diferença, porque depois que a gente envelhece parece que ficamos invisíveis”, disse ela. Inaugurado em 1973, o HEER é especializado no atendimento geriátrico. Com a modernização houve uma ampliação de leitos e dos serviços, o que permitiu que, entre janeiro e setembro de 2025, fossem feitos mais de 16 mil atendimentos no ambulatório, que reúne 15 especialidades, como: cardiologia, geriatria, ginecologia, odontologia, oftalmologia e ortopedia. O Centro-Dia, onde os idosos participam de atividades, como música, dança, pintura, religião, costura e artesanato, roda de conversa, terapia da memória, atividade física e motivacional, é um grande diferencial. “Aos 53 anos, o hospital passa pela sua primeira grande reforma desde sua criação. Modernizamos duas enfermarias, com 31 leitos cada; e estamos terminando a terceira ala com mais 31 leitos. Além disso, inauguramos um CTI novo com sete leitos e estamos refazendo toda área da fisioterapia”, esclareceu o diretor da unidade, Helmer Cardoso Mattos. O lançamento do Plano Estadual de Saúde da Pessoa Idosa, em fase de elaboração, pretende estabelecer toda a Linha de Cuidado para Atenção Integral à Saúde da Pessoa Idosa. A medida visa atender às necessidades da população que está em processo de envelhecimento. Segundo o IBGE, até 2060, 40% da população fluminense será de idosos. Diante disso, a SES criou uma área técnica de saúde da pessoa idosa, que oferece treinamentos e capacitações juntos aos municípios. “O objetivo do Plano é fortalecer a rede de atenção à saúde da pessoa idosa, além de incentivar a cultura do envelhecimento ativo e saudável. Dessa forma, poderemos promover ações de forma integrada e regionalizada e capacitar permanentemente os profissionais de saúde na temática do envelhecimento”, comentou a Secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello. No ano passado foram realizadas capacitações específicas para o atendimento de pacientes com Alzheimer, Parkinson e demências de um modo geral. Também foi ministrado um curso para cuidadores de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI). “O envelhecimento da população traz aumento de pessoas com doenças crônicas. Com isso, haverá mais demanda de cuidados prolongados e dos paliativos. Quando se fala em cuidado paliativo, as pessoas pensam que isso se restringe a doenças como câncer, mas eles também são necessários quando lidamos com pacientes que convivem com outras doenças que ameaçam sua vida”, afirmou a Superintendente de Atenção Primária da SES-RJ, Halene Armada. Em 2026, a Escola de Formação Técnica em Saúde Enfermeira Izabel dos Santos (ETIS) vai oferecer o primeiro curso de formação de cuidadores de idosos. O curso vai capacitar profissionais de saúde de todos os municípios fluminenses, que trabalham em instituições de longa permanência, hospitais, UPAs e clínicas da família. A duração será de 7 meses e a carga horária de 230 horas. “O curso vai oferecer uma formação multidisciplinar, que incluirá sociologia, saúde, ergonomia, acessibilidade, alimentação afetiva e sexualidade, entre outros saberes importantes. Estamos propondo uma mudança na abordagem desses trabalhadores da saúde. É preciso entender que ele é um indivíduo numa fase da vida que exige cuidados, mas que o foco não é na tutela, o foco é na autonomia daquela pessoa. Por isso, a lógica do nosso curso é a da integralidade do paciente idoso, que vai exigir um cuidado, mas um cuidado onde a autonomia, a identidade e o corpo dessa pessoa são respeitados”, explicou a superintendente de Educação em Saúde da SES-RJ, Fernanda Fialho. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

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Pessoas que estavam no Shopping Tijuca na hora do incêndio contam que alarme demorou a tocar

Imagem do subsolo do Shopping Tijuca três dias após incêndio. Foto: Divulgação Corpo de Bombeiros O trecho da Avenida Maracanã onde fica o Shopping Tijuca ainda estava fechado nesta segunda-feira, 05/01. O cheiro de fumaça permanecia na rua. Bombeiros seguiam trabalhando no local que pegou fogo na noite da última sexta. Pessoas que estavam lá quando as chamas se espalharam contam que o alarme de incêndio demorou a tocar, dificultando a saída durante o incidente que terminou na morte de duas pessoas. “Só isolaram o subsolo e deixaram o resto funcionando normal. O incêndio começou 18h e o shopping foi evacuado 18h40”, disse Luan, que trabalha no local. Márcia França, que estava fazendo compras no Shopping Tijuca na hora do incêndio, afirmou que “foi uma bagunça, demoraram muito para mandar evacuar”. Paulo Mendes, que também estava no Shopping Tijuca, declarou: “Com o incêndio acontecendo, tudo estava funcionando normal nos andares de cima. A ordem de evacuação só começou a ser dada quando os bombeiros militares chegaram. A administração conduziu muito mal toda situação”. Alguns relatos que a reportagem do DIÁRIO DO RIO teve acesso dão conta de que pessoas ainda estavam sendo permitidas entrar no Shopping Tijuca mesmo após o início do incêndio na loja de decoração Bellart, que fica no subsolo. Informações iniciais indicam que o fogo teria começado em um ar-condicionado. “Logo que o fogo começou, só isolaram o local do incêndio e deixaram o restante das lojas funcionando. O alarme sonoro só tocou uns 40 minutos depois do começo do incêndio. Não existe isso“, conta uma funcionária do Shopping Tijuca que preferiu não ter o nome citado. Nesta segunda-feira, de acordo com a Secretaria de Defesa Civil, todos os focos de incêndio foram controlados. No entanto, ainda havia fumaça no subsolo, por isso, para facilitar a ventilação, os bombeiros precisaram abrir um buraco em uma das paredes para a saída da fumaça acumulada. Buraco na parede feito pelos bombeiros para a fumaça sair. Foto: Felipe Lucena Também nesta segunda, um dos sócios da loja onde o incêndio começou prestou depoimento à Polícia Civil. Ele afirmou que foi informado do fogo por um supervisor da loja, que disse já ter acionado a brigada. Segundo o empresário, após o alerta, os brigadistas solicitaram a evacuação do local. Ele explicou, ainda, que o estabelecimento utilizava um sistema de refrigeração integrado ao do shopping, por meio de um equipamento chamado fan-coil, que transforma a água gelada fornecida pelo centro comercial em ar refrigerado. De acordo com o sócio da loja, a manutenção do equipamento estava em dia. Dois brigadistas morreram Os brigadistas Emellyn Silva Aguiar Menezes e Anderson Aguiar do Prado morreram no incêndio. Emellyn ajudou clientes e funcionários a se protegerem das chamas. Anderson era supervisor da brigada de bombeiros civis que trabalha no Shopping Tijuca. Bombeiros protestaram O Sindicato dos Bombeiros Civis do Estado do Rio de Janeiro realizou uma manifestação em frente ao Shopping Tijuca na manhã desta segunda. O grupo cobra esclarecimentos sobre o incêndio e melhores condições de trabalho para os profissionais que atuam no local. Defesa Civil do Município do Rio interditou o subsolo do Shopping No início da noite desta segunda-feira, a Defesa Civil do Município do Rio confirmou a interdição do subsolo e de parte do térreo do Shopping Tijuca. O órgão realizou uma vistoria técnica após receber a liberação do Corpo de Bombeiros, que atua no local desde sexta-feira após um incêndio atingir uma loja do subsolo. Imagem do subsolo do Shopping Tijuca três dias após incêndio. Foto: Divulgação Corpo de Bombeiros “A Defesa Civil Municipal informa que realizou, na tarde desta segunda-feira (05/01), uma vistoria no térreo e subsolo do Shopping Tijuca, após a liberação prévia do Corpo de Bombeiros. Técnicos avaliaram que o fogo causou risco estrutural no mezanino da loja atingida pelo incêndio, além de risco de queda de revestimentos internos e desplacamentos de partes do teto e piso. O subsolo do shopping foi totalmente interditado devido à falta de condições para a permanência no local. Já no térreo, 17 lojas da lateral esquerda, localizadas entre a entrada principal na Avenida Maracanã e a Tok Stok, foram interditadas após o calor do fogo deformar o piso. Não foi identificado risco estrutural nas demais lojas do subsolo e do térreo do shopping”, diz o comunicado. CREA-RJ pede informações sobre evacuação do prédio Em nota, a presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ) lamentou o incêndio. A fiscalização do CREA já esteve no shopping a quem enviou ofício, solicitando informações sobre medidas de engenharia de segurança do trabalho, que precisam cumprir normas brasileiras de evacuação de edificações. Toda instalação de segurança contra incêndio e pânico (instalação de portas corta-fogo, extintores, sprinklers, alarmes) exige uma ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) emitida por um engenheiro Civil, mecânico ou de segurança do Trabalho. O presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández, afirmou que o episódio comprova a necessidade urgente de um projeto de lei que determine a obrigatoriedade de inspeção elétrica das edificações para que se evite incêndios provocados por problemas na manutenção das redes elétricas. “O CREA-RJ tem uma fiscalização ativa no Shopping Tijuca, em virtude das grandes obras que acontecem lá no local, mas, acima disso, nós temos que pensar nesse problema dos incêndios recorrentes derivados dos sistemas elétricos das edificações. Então, estamos elaborando uma minuta de proposta de projeto de lei a ser encaminhada ao deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha, engenheiro, que já colocou o gabinete à disposição, para a gente apresentar um projeto de lei que fale sobre inspeção elétrica nas edificações, para garantir que os sistemas também estejam conforme as normas e segurança, mitigando ou evitando acidentes recorrentes que, infelizmente, nesse caso, registraram até mortes”, disse Fernández. O que disse o Shopping Tijuca “Neste momento de dor, nos solidarizamos com familiares e amigos e nos empenhamos em prestar todo o apoio necessário. A equipe atuou prontamente para conter a situação e cumpriu o protocolo de emergência com a devida evacuação de visitantes e

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MedSênior, plano voltado para idosos, vai abrir unidade no Méier e outra em Niterói em 2026

Foto: Divulgação/MedSênior A MedSênior, operadora de plano de saúde com foco no atendimento a pessoas idosas, prepara uma nova etapa de expansão no Rio de Janeiro. Segundo O Globo, a empresa pretende inaugurar em 2026 duas novas unidades no estado: uma na capital, no Méier, e outra em Niterói. O movimento faz parte do plano para ampliar a base de beneficiários, hoje em 255,3 mil, com meta declarada de chegar a 1 milhão de pessoas conveniadas. Ainda de acordo com O Globo, do total atual, cerca de 52,4 mil beneficiários estão no Rio. Por aqui, a empresa já tem unidades em Botafogo e na Barra da Tijuca, além de um pronto-socorro inaugurado no fim de 2025 em Campo Grande. No pacote nacional, a previsão é de investimento de R$ 110 milhões. Apesar das novidades no estado, a estratégia para 2026 mira principalmente aumentar presença fora do eixo tradicional da empresa. A expansão deve ser puxada pelas regiões Norte e Nordeste, onde a operadora tem menor cobertura. Entre as entregas previstas, está a inauguração de um hospital da rede no Recife. Fundada no Espírito Santo em 2010, a MedSênior concentrou por anos sua operação no Sudeste e acelerou investimentos a partir de 2022, depois que parte de suas ações foi comprada pelo fundo Temasek, de Singapura. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

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Rio de Janeiro além da praia: museus, igrejas e patrimônio no centro da experiência turística

Átrio da Fé, área interna da sacristia da greja da Irmandade de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores / Foto: Daniel Martins, Diário do Rio O Rio de Janeiro vive uma situação curiosa: uma verdadeira avalanche de visitantes que desembarcou na cidade — desde antes do Réveillon e no calor do verão — parece ignorar sistematicamente seus museus, monumentos e sítios históricos. Enquanto bares, restaurantes, praias e eventos festivos transbordam de público, os equipamentos culturais destinados ao aprofundamento histórico e à fruição de patrimônios de valor civilizatório não alcançam a mesma centralidade na experiência turística. Tal fenômeno não é casual, nem tampouco uma mera preferência espontânea: ele tem causas estruturais que precisam ser enfrentadas com urgência se queremos que o Rio deixe de ser conhecido apenas por suas belezas naturais. A primeira questão que se impõe é a ausência de um circuito museológico e de sinalização turística comparável ao que se faz para o carnaval. A cidade ostenta alguns dos museus mais importantes do Brasil — instituições com acervos de valor único para a compreensão da história, da ciência e da arte nacionais — e, mesmo assim, não há uma narrativa turística estruturada que os incorpore ao imaginário do visitante. Ao contrário das rotas consagradas de festas populares e praias, os museus parecem viver à margem da experiência turística mainstream, como se a cidade renunciasse a parte significativa de seu potencial. Museus não são apenas depósitos de objetos; são pontos de encontro entre passado e presente, espaços de interpretação cultural e incubadoras de experiências memoráveis — qualidades que poderiam, com o mínimo de esforço promocional coordenado, converter turistas curiosos em frequentadores culturais. Outra lacuna está na relação entre o poder público e as principais irmandades religiosas da cidade. Igrejas históricas — muitas delas verdadeiros museus de arte sacra, barroca e rococó — abertas nos finais de semana poderiam ampliar significativamente as possibilidades de fruição turística e cultural. Ontem mesmo, estive na Igreja da Lapa dos Mercadores, na Rua do Ouvidor, que estava cheia não apenas de fiéis, mas de visitantes curiosos pela sua história e pelo espaço arquitetônico. Se templos como esse, e tantos outros, tivessem horários ampliados e atividades integradas a roteiros culturais, estaríamos diante de uma alternativa sustentável para esses espaços — cuja missão civilizatória se perde quando permanecem fechados à maior parte do público. Parcerias público-privadas, acordos de cooperação entre órgãos de turismo e irmandades, poderiam transformar essas joias históricas em destinos quase naturais dentro do passeio urbano — reduzindo a dissonância entre visitação e patrimônio. Um terceiro ponto refere-se à integração entre gastronomia e acesso ao patrimônio. Bairros e polos históricos como Lavradio, Cinelândia, Botafogo, Copacabana e outros lugares icônicos têm se destacado por suas cenas gastronômicas vibrantes. No entanto, essa oferta — tão celebrada pelos turistas — permanece isolada da experiência cultural e patrimonial imediata. A cidade precisa urgentemente de produtos turísticos que conectem a mesa à história, que levem o visitante da cafeteria ao museu, da praça ao templo histórico, do restaurante à galeria. Iniciativas que caminhem nessa direção já surgem e merecem ser celebradas. Um exemplo recente é a parceria anunciada entre a Fecomércio-RJ e a Irmandade dos Mercadores para a criação de um guia turístico sobre o patrimônio artístico e sacro carioca — um produto que, em 2026, promete conectar ainda mais visitantes com circuitos culturais vivos e relevantes. Este tipo de ação mostra que é possível — e desejável — colocar lado a lado experiências gastronômicas, narrativas históricas e vivência religiosa, para criar uma oferta turística de qualidade que respeite e valorize o patrimônio. Esses três pontos — circuitos museológicos integrados, parcerias com irmandades para abertura de igrejas e a sinergia entre gastronomia e patrimônio — convergem para uma mesma conclusão: o Rio de Janeiro não pode viver apenas de suas belezas naturais. Reduzir a cidade a praias, festas e eventos populares é renunciar à sua rica historicidade, que é uma das mais profundas e expressivas do hemisfério sul. Aqui repousam museus nacionais que guardam o que há de mais precioso e revelador da formação cultural brasileira; aqui estão memórias materiais e imateriais que podem garantir o retorno de mais e mais turistas — não apenas como consumidores de festa, mas como participantes de uma experiência cultural rica e plural. O Rio de Janeiro tem tudo para ser um destino em que o visitante sai da praia e segue para um museu, depois para uma igreja barroca, em seguida para um café que respira história, e termina a noite em um restaurante que celebra as tradições locais. Esse modelo não só é possível como é estratégico: ele amplia a permanência dos turistas, diversifica a economia local e confere à cidade uma narrativa turística mais profunda e sustentável. Que 2026 marque a virada nessa história. Que as instituições responsáveis — públicas e privadas — finalmente alinhem esforços, criem produtos estruturados e promovam uma cultura turística que reconheça e valorize o patrimônio. Afinal, não só de praia o homem viverá; ele também vive do conhecimento, da memória e da beleza que só um patrimônio cultural genuíno pode oferecer. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

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‘Djavan – O Musical’ estreia no Teatro Claro Mais

Foto: Janderson Pires/Divulgação A partir de 8 de janeiro, o Teatro Claro Mais RJ recebe a nova temporada de “Djavan – O Musical. O retorno ao Rio de Janeiro acontece em novo palco após uma trajetória marcada por casas lotadas e ampla repercussão junto ao público. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site da Uhuu ou pela bilheteria física do teatro. Idealizado por Gustavo Nunes, com direção artística de João Fonseca e texto de Patrícia Andrade e Rodrigo França, o espetáculo percorre a trajetória e a obra do cantor e compositor alagoano a partir de episódios de sua vida pessoal e artística. A dramaturgia organiza esses momentos tomando a própria criação musical do artista como eixo da narrativa, conectando experiências, encontros e escolhas que marcaram sua história. Com cerca de duas horas de duração, o musical tem direção musical assinada por João Viana, filho do homenageado, ao lado de Fernando Nunes. O repertório reúne canções que marcaram a carreira de Djavan e atravessam diferentes momentos de sua produção, como Oceano, Um Amor Puro, Meu Bem Querer, Correnteza e Luanda, além de outras composições que ajudam a delinear a identidade de uma obra reconhecida pela diversidade de influências — do samba ao jazz, do pop aos ritmos afro-brasileiros. Raphael Elias interpreta Djavan em diferentes momentos da narrativa. Negro e natural de Divinópolis (MG), o ator construiu sua trajetória artística a partir do interior de Minas Gerais, movido pela paixão pela música e incentivado pela família, até alcançar seu primeiro papel de protagonismo em uma grande produção nacional. Ao seu lado, o elenco se desdobra em múltiplos personagens que representam figuras centrais da vida pessoal e artística do biografado. Marcela Rodrigues vive Dona Virgínia, sua mãe; Ester Freitas interpreta Djanira, sua irmã; Alexandre Mitre dá vida a Djacir, o irmão mais velho; Thainá Gallo interpreta Aparecida, a primeira esposa e mãe dos três filhos; e Douglas Netto vive João Mello. Aline Deluna interpreta Maria Bethânia, Gab Lara dá vida a Chico Buarque, Tom Karabachian interpreta Caetano Veloso e Milton Filho surge como Elegbara, entidade simbólica presente na narrativa. A equipe criativa reúne profissionais de reconhecida atuação nas artes cênicas. A coreografia e a direção de movimento são assinadas por Marcia Rubin; a iluminação, por Daniela Sanchez; a cenografia, por André Cortez; e os figurinos, por Karen Brusttolin. Os arranjos e a preparação vocal ficam a cargo de Jules Vandystadt, ao lado do design de som de João Paulo Pereira. O visagismo é assinado por Sidnei Oliveira. SERVIÇO: Local: Teatro Claro MAIS RJ  (Shopping Rio Sul)Rua Siqueira Campos, 143, 2º Piso – Copacabana, Rio de JaneiroTemporada: 08 de Janeiro de 2026 a 08 de Fevereiro de 2026Quinta e Sexta às 20h | Sábados 16h30 e 20h30 | Domingos 18hVendas: Site Uhuu Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

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Rio tem alerta para ressaca e ondas de 3 metros neste sábado

Advertisement Receba notícias no WhatsApp e e-mail Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil O primeiro fim de semana de 2026 no Rio terá ondas ainda maiores que as da virada do ano, com possibilidade de chuva. Um alerta de ressaca para a orla da cidade passa a valer de 12h deste sábado (03/01) até 6h de segunda-feira (05/01). As ondas podem atingir entre 2,5 a 3,0 metros de altura e a correnteza continua intensa. A orientação é evitar o banho de mar. A temperatura máxima prevista para o sábado é de 33 °C e, no domingo, cai para 28 °C, com possibilidade de chuva a qualquer hora. O Corpo de Bombeiros atualizou o número de salvamentos nas praias da Zona Sul do Rio durante as festas de réveillon. Ao todo, foram mais de 1,2 mil. Considerando todo o estado, o Corpo de Bombeiros registrou mais de 1,7 mil salvamentos durante as comemorações da virada do ano. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Jornalista, radialista e produtora de conteúdo, apaixonada por cultura, turismo e pelo Rio Source link

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Tour do Maracanã bate recorde com mais de 400 mil visitantes em 2025; saiba como é a visita

Estádio do Maracanã — Foto: Daniel Basil No ano passado, o tour do Maracanã bateu o recorde absoluto de visitações desde a reforma do estádio, em 2013, para a Copa do Mundo disputada no ano seguinte. Em 2025, foram registrados 421.484 visitantes, ultrapassando o antigo recorde de 2023, que era de 356.444. Quem visita o estádio pode conhecer o acervo histórico, zona mista, um dos vestiários, zona mista, sala de aquecimento dos jogadores e de coletiva de imprensa. No vestiário, um vídeo com lances históricos do futebol serve de aquecimento para o ponto mais alto da jornada: a entrada no gramado. Além do gramado, na área do acervo histórico os visitantes também poderão ver itens relacionados a jogadores que marcaram seus nomes na história do estádio, como Pelé, Garrincha e Zico. Estão em exposição, entre outros itens, uma camisa 7 do Brasil usada por Mané na Copa de 62 e a bola e rede do jogo do milésimo gol do Pelé (Vasco x Santos, em 1969). O passeio conta com peças cedidas por Zico que prometem fazer sucesso entre os amantes do futebol. Maior artilheiro da história do Maracanã, com 334 gols o Galinho de Quintino cedeu artigos de seu acervo particular para a reabertura do tour, como uma camisa do Flamengo usada em 1979; a faixa de campeão mundial pelo Fla em 1981; a bola do último jogo da carreira, pelo Kashima Antlers (Japão), em1994; e uma chuteira que usou quando defendeu a Udinese (Itália). Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

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Hospital Municipal de Magé é vandalizado

Não houve registro de feridos, e o caso foi registrado na 65ª DP (Magé) Advertisement Receba notícias no WhatsApp e e-mail Foto: Reprodução / Redes Sociais Na madrugada deste sábado (03/01), o Hospital Municipal de Magé foi alvo de vandalismo, após mãe e filha,que aguardavam atendimento apresentarem um surto psiquiátrico. Ambas depredaram bancos e cadeiras da área de espera. Imagens que circulam nas redes sociais mostram móveis revirados e danificados dentro do hospital. Não houve registro de feridos, e o caso foi registrado na 65ª DP (Magé). A Polícia Militar informou que agentes do 34º BPM (Magé) foram acionados após uma denúncia de vandalismo. Ao chegarem à unidade, no Centro, policiais constataram que o caso envolvia duas pacientes, mãe e filha, que haviam apresentado um surto. As duas já tinham sido atendidas e medicadas pela equipe médica. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Jornalista, radialista e produtora de conteúdo, apaixonada por cultura, turismo e pelo Rio Source link

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Ataques públicos, flerte com a direita e brigas internas expõem racha no PT envolvendo Washington Quaquá

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados Um vídeo divulgado nas redes sociais pelo prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, escancarou mais uma vez as fissuras internas da legenda. Nas imagens, Quaquá ataca integrantes do próprio partido com palavras de baixo calão, questiona a legitimidade ideológica de correntes internas e amplia um histórico de embates que já vinha colocando sua permanência no PT sob questionamento. A gravação viralizou e gerou forte reação entre dirigentes e militantes petistas, que veem no episódio não apenas um descontrole verbal, mas mais um sinal de distanciamento político do dirigente fluminense em relação à linha histórica do partido. “Esquerdista nenhuma”, diz Quaquá em ataque a correligionários No vídeo, Quaquá reage às críticas que recebe dentro do PT e dispara contra setores identificados com a esquerda do partido.“Essa turma fala mal de mim, diz que é esquerdista. Esquerdista nenhuma. É tudo um bando de vagabundo”, afirma, em tom exaltado. A declaração foi interpretada internamente como um ataque direto às correntes ideológicas tradicionais da legenda e aprofundou o mal-estar entre quadros históricos do partido. Conflitos expostos nas redes rompem tradição do PT A opção por levar divergências internas para as redes sociais é vista por dirigentes como uma quebra de protocolo político. No PT, disputas costumam ser mediadas por instâncias internas, como diretórios e executivas, longe da exposição pública. Para lideranças ouvidas reservadamente, o episódio reforça a imagem de instabilidade e contribui para o desgaste da sigla num momento em que o partido busca demonstrar coesão em torno do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Histórico de embates e isolamento interno O confronto atual se soma a uma longa lista de atritos protagonizados por Quaquá ao longo dos últimos anos. O prefeito de Maricá já protagonizou embates com dirigentes nacionais, criticou publicamente decisões da cúpula petista e se colocou em rota de colisão com militantes e parlamentares ligados à ala mais ideológica do partido. Internamente, cresce a avaliação de que Quaquá atua de forma cada vez mais autônoma, ignorando consensos partidários e tensionando deliberadamente o debate interno. Flerte com a direita e aproximações controversas Além das brigas internas, dirigentes petistas apontam com preocupação o que classificam como um flerte recorrente de Quaquá com pautas, discursos e personagens da direita e até da extrema-direita. Em diferentes momentos, o prefeito adotou um tom crítico à esquerda, relativizou agendas históricas do PT e fez acenos públicos a setores conservadores, o que aumentou a desconfiança dentro da legenda. Para críticos internos, o discurso agressivo contra alas progressistas e a tentativa de dialogar com eleitores conservadores fazem parte de uma estratégia de diferenciação política que colide com o projeto nacional do partido. Aliados de Quaquá, por outro lado, afirmam que ele busca ampliar o diálogo político e defender uma agenda pragmática de gestão, especialmente no âmbito municipal. Rumores de saída ganham força O agravamento dos conflitos reacendeu rumores antigos sobre uma possível saída de Quaquá do PT. Adversários internos afirmam que o dirigente avalia deixar a legenda, diante do acúmulo de tensões e da dificuldade de convivência política. Embora Quaquá não tenha anunciado oficialmente qualquer intenção de desfiliação, interlocutores do partido dizem que a hipótese passou a ser tratada como plausível nos bastidores. Marcelo Sereno e o pano de fundo da disputa Entre os alvos das críticas de Quaquá está o economista e dirigente petista Marcelo Sereno, quadro histórico do partido e próximo de Lula e do ex-ministro José Dirceu. Sereno foi assessor especial da Casa Civil durante o primeiro governo Lula e secretário nacional de Comunicação do PT. A menção a nomes ligados ao núcleo histórico da legenda reforça a percepção de que o embate vai além de divergências pontuais, revelando uma disputa mais ampla sobre rumos, identidade ideológica e controle político dentro do partido. Risco político e desgaste público Para analistas, a escalada verbal de Quaquá e a exposição pública das disputas aumentam o risco de isolamento interno e de desgaste junto à opinião pública. A espontaneidade das redes sociais, avaliam, pode gerar identificação com parte do eleitorado, mas também produz crises difíceis de administrar. Enquanto o PT tenta preservar a imagem de unidade, os ataques, o flerte com a direita e os conflitos recorrentes indicam que a crise envolvendo Washington Quaquá está longe de um desfecho. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

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