Mercado Imobiliário

image 41.png

Prefeitura inicia Colônia de Férias para PCDs com muitas atividades no Aterro do Flamengo

Crianças, adolescentes e adultos em meio à área verde do Parque das Crianças. / Divulgação/SM A Colônia de Férias destinada a pessoas com deficiência foi oficialmente aberta, na manhã desta quarta-feira (7), no Aterro do Flamengo, na altura do Posto 2. Participaram das atividades mais de 200 usuários e familiares dos sete Centros de Referência da Prefeitura do Rio de Janeiro. Vôlei adaptado, roda de capoeira e aula de dança foram as atividades oferecidas neste início de programação pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência. A recreação foi finalizada com um banho de mar na bela Praia do Flamengo. A titular da pasta, Helena Werneck, reforçou que as pessoas com deficiência devem ocupar espaços na cidade, incluindo os “mais bacanas”, como direito assegurado e forma de sociabilidade, inclusive familiar:   “As pessoas com deficiência atendidas pela SMPD devem ocupar os espaços mais bacanas da cidade. O Aterro tem uma vista linda do Pão de Açúcar e sua praia, de areia branquinha e mar calmo, oferece segurança para as famílias se divertirem”, afirmou Helena Werneck. A programação beneficiou crianças, adolescentes e adultos em um cenário cercado por muito verde. Nos intervalos ou após as atividades, os participantes descansaram à sombra das muitas árvores do Parque das Crianças. As pessoas atendidas pela SMPD são incentivadas a desenvolverem protagonismo, autonomia e independência através de atividades que melhoram a autoestima dos usuários e familiares. Por isso, a programação da abertura da Colônia de Férias foi encerrada com um banho de mar: “A praia sempre foi considerada um espaço democrático, para todas as classes e origens, e queremos que ela seja cada vez mais inclusiva”, ressaltou Helena Werneck. Mas os participantes da Colônia de Férias têm muita coisa interessante para fazer até o dia 30, quando as atividades serão encerradas. Passeios e atividades pelos parques da prefeitura, Museu Olímpico, Ilha de Paquetá e outros locais do Rio de Janeiro, fazem parte do roteiro. A agenda pode ser conferida no Centro de Referência onde os usuários estão matriculados. O encerramento da Colônia de Férias será no Parque Madureira, na Zona Norte carioca. A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência lembra que apenas os usuários e seus familiares podem participar dos eventos, de posse do laudo de deficiência, assinado por médico especialista, junto ao centro municipal mais próximo de casa. O Núcleo Integrado de Atenção à Família (NIAF) analisa cada caso e faz a matrícula do interessado. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

Prefeitura inicia Colônia de Férias para PCDs com muitas atividades no Aterro do Flamengo Read More »

image 1.jpeg

14 BIS se apresenta no Circo Voador nesta sexta

Crédito: Divulgação Uma das bandas mais queridas e longevas do Brasil tem um encontro marcado no palco do Circo Voador em pleno verão da lona! Sexta, 9 de janeiro, a 14 Bis, celebrada por sua rica sonoridade que mistura rock, MPB e Folk, desembarca na Lapa em uma noite incrível, pra cantar junto do início ao fim. Começando os trabalhos, Malize, destaque da nova cena MPB, faz sua estreia na lona da Lapa. Abertura dos portões: 20h. Formada em 1979 pelos dois irmãos Cláudio (voz e guitarra) e Flávio Venturini (voz, teclado, piano e violão), Vermelho, (voz e teclados), Sérgio Magrão (voz e baixo) e Hely Rodrigues (voz e bateria), lançou seu álbum de estreia homônimo em 1980, com produção de ninguém menos que Milton Nascimento e não parou mais. De lá pra cá, o grupo colocou no mundo 16 álbuns, entre trabalhos de estúdio e ao vivo, emplacou dezenas de sucessos, foi declarado Patrimônio Imaterial do município de Belo Horizonte e segue firme e forte fazendo shows por todo país. Mantendo  até  hoje  a  formação  original, com  exceção  de  Flávio  Venturini,  que  partiu  para  a  carreira  solo  em  1987,  mas  que,  eventualmente,  ainda  participa  de shows e gravações com seus parceiros de longa data, a 14 Bis chega para essa celebração com um repertório afetivo que promete emocionar o Circo em peso: “Linda Juventude”, “Planeta Sonho”, “Todo Azul do Mar”, entre tantas outras estão garantidas. Certeza de cantoria excelente! Abrindo a noite, o cantor, compositor e multi-instrumentista Malize apresenta “Amor Raro”, novo trabalho do músico carioca desenvolvido para expressar sentimentos existenciais, vitais às relações humanas. Suas letras e canções falam de amor de todas as formas, de comportamentos, encontros, desencontros, solidão, renascimento, afeto e cuidado. Isso sem falar no caldeirão sonoro que passeia por gêneros como Ijexá, Xote, SKA, Funk, Rock, Reggae e MPB. Além das canções autorais, Malize entrega no formato voz e violão — e com uma pegada própria — uma versão em homenagem a Lô Borges e ao Clube da Esquina. Chegar cedo vai ser o esquema! Serviço:14 BIS e Malize Data: Sexta, 09 de janeiro de 2026Local: Rua dos Arcos, s/nº – LapaABERTURA DOS PORTÕES20h INGRESSOS A PARTIR DER$ 80 (meia-entrada para estudantes, menores de 21 anos, pessoas com deficiência e maiores de 60 anos | ingresso solidário válido com 1 kg de alimento|cliente Clube O Globo – participante do programa de relacionamento do Jornal O Globo | cliente Cartão Giro MetrôRio – cadastre o cartão e pague meia-entrada em até 2 ingressos | Grupo Estação – mediante a apresentação do ingresso de cinema do mês vigente) R$ 160 (inteira)Classificação: 18 anos (14 a 17 anos somente acompanhados pelos responsáveis) VENDASEventim: https://www.eventim.com.br/artist/circo-voador/14-bis-no-circo-voador-4038956/Bilheteria do Circo: sempre 2h antes da abertura dos portões. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

14 BIS se apresenta no Circo Voador nesta sexta Read More »

g9q3fecwgaanomz.webp.webp

MPRJ amplia inquérito e investiga corte de 70 árvores no terreno do antigo Colégio Bennett, no Flamengo

Moradores da região organizam ato para suspender o corte de novas árvores O inquérito civil do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) passou a incluir o corte de mais de 70 árvores no terreno do antigo Colégio Bennett, no Flamengo, onde está prevista a construção de um condomínio residencial de alto padrão. A derrubada da vegetação e a reação de moradores foram reveladas em primeira mão pelo DIÁRIO DO RIO na semana passada. A apuração tramita na 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Cultural da Capital desde fevereiro de 2025. Inicialmente instaurado para investigar o possível estado de degradação, má conservação ou descaracterização do Pavilhão São Clemente, o inquérito agora incorpora as intervenções no terreno, incluindo a supressão das árvores, algumas classificadas pelos moradores como centenárias. O pavilhão histórico, onde residiu o Barão de São Clemente, é tombado pelo IRPH desde 2014, no mesmo terreno onde funcionava o colégio. Segundo o MPRJ, o foco da investigação é a possível descaracterização do bem tombado e eventuais impactos na área de ambiência protegida do imóvel. Na tarde desta quarta-feira (07/01), moradores relataram o início do corte de um bambuzal dentro do terreno. O coletivo que lidera os protestos afirma que houve promessa anterior de preservação das árvores adultas durante reuniões com órgãos públicos e com a própria construtora, mas que faltou comunicação contínua sobre as etapas da obra. Condomínio de R$ 500 milhões O terreno do Bennett foi arrematado em leilão público por cerca de R$ 60 milhões em 2024, após a instituição encerrar suas atividades em meio a dificuldades financeiras agravadas no período da pandemia. O projeto imobiliário é liderado pela TGB Imóveis, em parceria com o BTG Pactual, e tem Valor Geral de Vendas estimado em R$ 500 milhões. O condomínio prevê duas torres e aproximadamente 350 unidades de um a três quartos, com preço médio do metro quadrado calculado em R$ 20 mil. Será um dos maiores lançamentos da região em mais de três décadas. Em posicionamento oficial, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento informou que o projeto está em análise desde 2024 e que atende a legislação ambiental vigente. Segundo a pasta, um levantamento identificou dois exemplares de pau-brasil, que serão transplantados no próprio terreno, além da preservação de outras sete árvores nativas. O município afirma que as demais espécies presentes na área seriam majoritariamente exóticas. A prefeitura também sustenta que o projeto prevê medidas compensatórias, incluindo investimento financeiro e o plantio de 632 mudas nativas. A Fundação Parques e Jardins, ainda de acordo com o município, realiza levantamento para viabilizar o plantio de 71 árvores no bairro, em número equivalente ao que foi suprimido. Ato no Flamengo pede suspensão dos novos cortes A insatisfação dos moradores se converteu em protesto marcado para este próximo sábado (10/01) às 9h, em frente ao terreno. O ato é organizado por um coletivo apoiado pela Associação de Moradores e Amigos do Flamengo (Amafla), com pedido de interrupção dos novos cortes e preservação das árvores remanescentes. A presidente da Amafla, Isabel Franklin, afirmou na semana passada ao DIÁRIO DO RIO que a associação não é contra empreendimentos que tragam melhorias ao bairro, mas repudia a retirada de árvores adultas e a possível violação dos limites de ambiência do bem tombado. “Tivemos reuniões em vários órgãos, inclusive com a construtora, onde foi afirmado que as árvores centenárias seriam preservadas. O pior é a falta de diálogo com os moradores. Havíamos sugerido uma reunião para esclarecer os passos, dando tranquilidade aos vizinhos quanto às transformações que teremos no processo.” Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

MPRJ amplia inquérito e investiga corte de 70 árvores no terreno do antigo Colégio Bennett, no Flamengo Read More »

unimed rio.webp.webp

Após reunião, hospitais decidem se descredenciar da Unimed Ferj

Foto: Reprodução Após uma reunião, realizada na tarde desta quinta-feira (6), a Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro (Aherj) decidiu que os atendimentos de usuários da Unimed Ferj pelas redes de saúde conveniadas à entidade estão suspensos. Segundo O Globo, a ata da reunião ainda não foi divulgada. A decisão representa mais um capítulo na crise da operadora, que acumularia R$ 2 bilhões em dívidas. O prazo para a interrupção dos atendimentos é de 30 dias, o que só pode acontecer após a notificação do Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e das secretarias municipal e estadual de Saúde. Com associados 107 hospitais e clínicas, a decisão da Aherj foi majoritária entre os representantes das instituições presentes. Porém, nem todas as unidades integram a rede credenciada da Unimed Ferj, composta por cerca de 40 hospitais e clínicas do Rio, segundo informações da própria operadora. O presidente da Aherj, Marcus Quintella, adiantou que, ainda nesta semana, a decisão da entidade deve ser protocolada junto às autoridades; o que não obriga os hospitais a suspenderem os atendimentos. Ao jornal O Globo, Quintella destacou que Aherj predirá ao MPRJ e à ANS que “tomem providências” em relação à Unimerd Ferj, “seja para intervenção ou até mesmo liquidação da operadora e transferência da carteira”: “Algo precisa ser feito. Os hospitais não têm mais insumos para manter os atendimentos. Discutimos todos os fatos e esse cenário de insegurança. As unidades de saúde não têm mais “gordura” para queimar nas contas”, disse ele ao veículo. Se os atendimentos dos pacientes da Unimed Ferj forem suspensos, até os pacientes com cirurgias e procedimentos eletivos agendados serão afetados. A decisão, no entanto, não alcançará os que estiverem internados ou em tratamento. Esses usuários terão os atendimentos garantidos, assegurou Marcus Quintella ao Globo. Crise que se arrasta No último ano, a relação entre a Unimed Ferj e a sua rede credenciada foi de muitos conflitos, dada a crise financeira atravessada pela cooperativa, que, segundo os cálculos da Aherj, somaria R$ 2 bilhões em dívidas com hospitais do Rio. O valor é negado pela operadora. Para tentar conter a crise, em novembro, a ANS determinou que a Unimed do Brasil, gestora nacional da marca Unimed, assumisse a carteira da Ferj. Ao contrário do que aconteceu entre a Unimed-Rio e a Unimed Ferj, esse arranjo não incluiu a transferência dos usuários, mas um compartilhamento de risco. Pelo acerto, segundo O Globo, a Unimed do Brasil ficou com 90% da receita das mensalidades dos usuários para pagar prestadores e reembolsos, e os 10% restantes ficam com a Ferj para a quitação de dívidas. A Unimed Ferj teria informado ao veículo, por meio de nota, que mantém contratos ativos com cerca de 40 hospitais do Rio de Janeiro (capital) e Duque de Caxias, sendo que a maior parte deles já estão com contratos firmados com a Unimed do Brasil. “Mais uma vez, a operadora rechaça a narrativa que tenta atribuir à Unimed Ferj um suposto valor de dívida assistencial que jamais existiu. A cooperativa permanece aberta ao diálogo”, afirmou a operadora na nota, segundo o veículo, que também procurou a  Unimed do Brasil, mas não teve retorno. No início de dezembro, a Unimed do Brasil informou que celebrou acordos com  seis redes hospitalares e de laboratórios, que incluem unidades como as das redes Prontobaby, Américas (dos hospitais Pró-Cardíaco, Vitória e São Lucas) e Oncoclínicas, para “normalizar e expandir o atendimento” aos usuários. As unidades haviam suspendidos atendimentos por falta de pagamentos De acordo com o Globo, os usuários da Unimed Ferj continuam sem acesso a atendimentos nos 13 hospitais da Rede Casa, proprietária de hospitais como o Casa São Bernardo, na Barra da Tijuca; e o Casa Evangélico, na Tijuca. A Ferj teria com o grupo, que opera sem receber desde julho, uma dívida de mais de R$ 200 milhões. Em fevereiro de 2025, a Rede D’Or também suspendeu os atendimentos a pacientes da operadora. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

Após reunião, hospitais decidem se descredenciar da Unimed Ferj Read More »

bd27bcd2 1661 4687 aa72 d5e4810ea11c.png

O balde sempre cheio: a sabedoria silenciosa que marcou as casas do Rio

Havia sempre um balde. Em algum canto da casa, quase nunca no centro da cena, mas jamais ausente. Um balde simples, de plástico grosso ou esmaltado, quase sempre claro, quase sempre cheio. Na casa da avó, da tia, da vizinha, ele não precisava ser explicado. Estava ali por uma razão óbvia para quem viveu aquele tempo: precaução. No Rio de Janeiro, aprender a conviver com a possibilidade da falta foi uma pedagogia doméstica transmitida sem discurso. Ninguém precisava avisar que a água podia acabar. O balde, silencioso, ensinava. Era parte da paisagem cotidiana, assim como o tanque de lavar roupa, o rádio ligado o dia inteiro, o varal estendido ao sol. Não chamava atenção, mas fazia falta quando não estava. O balde não era improviso. Era método. A casa funcionava melhor quando ele estava cheio. Não importava se o abastecimento vinha forte naquele dia; o gesto de enchê-lo permanecia. Era uma rotina quase automática, feita cedo, feita sem alarde. Um costume herdado de épocas em que a água não chegava com regularidade, em que caixas eram pequenas, encanamentos falhavam e a cidade crescia mais rápido do que sua infraestrutura. Na memória afetiva carioca, o balde nunca foi símbolo de atraso. Foi símbolo de cuidado. De quem sabia que a cidade era imprevisível e que a casa precisava estar preparada. Ele ficava ali como uma garantia silenciosa de que, acontecesse o que acontecesse, a vida seguiria. Em muitas casas, essa lógica ia além do simples armazenamento. Havia também o hábito de reaproveitar a água usada nas tarefas do dia a dia. Nada era desperdiçado sem necessidade. A água “servia de novo”, como diziam as avós, muito antes de se falar em consumo consciente, sustentabilidade ou crise hídrica. Era uma economia intuitiva, doméstica, aprendida no cotidiano, sem cartilha, sem slogans e sem culpa. Não era raro que a água tivesse mais de um destino dentro da casa. O que servia para uma tarefa era guardado para outra, num encadeamento silencioso de usos que fazia todo sentido para quem sabia que a falta podia chegar sem aviso. O balde, nesse contexto, era menos recipiente e mais estratégia. Um objeto simples que organizava decisões pequenas, mas constantes. As avós sabiam disso melhor do que ninguém. Eram elas que mantinham o balde cheio, que ensinavam a não desperdiçar, que controlavam o uso da água sem precisar elevar a voz. “Economiza”, diziam, não como regra abstrata, mas como gesto concreto. O balde materializava essa lógica. Tornava visível a ideia de limite. Em bairros do subúrbio, do Centro antigo, da Zona Norte, essa cena se repetia com variações mínimas. Casas térreas, sobrados, apartamentos antigos. O balde atravessava classes sociais com uma naturalidade rara. Não era objeto de pobreza; era objeto de prudência. Mesmo onde havia mais conforto, ele aparecia discretamente, como quem não quer se impor, mas sabe que será necessário. O Rio sempre foi uma cidade de excessos visíveis e faltas silenciosas. Chove muito, mas a água some. Cresce rápido, mas planeja pouco. O balde nasce desse paradoxo. Ele é a resposta doméstica a uma cidade que nem sempre cumpre suas promessas. Uma solução pequena para um problema estrutural, resolvido dentro de casa, sem protesto, sem manchete. Com o tempo, vieram caixas maiores, bombas, abastecimento mais regular em algumas áreas. O balde foi sendo empurrado para cantos menos visíveis. Em muitas casas, desapareceu. Em outras, permaneceu por hábito, quase como superstição. Porque quem viveu a falta sabe: confiança demais nunca foi uma virtude urbana no Rio. Talvez seja por isso que o balde provoque hoje uma nostalgia curiosa. Não pela estética, mas pelo que ele representava. Um tempo em que a casa ensinava a cidade. Em que as pessoas aprendiam a lidar com limites antes mesmo de ouvir falar em colapso urbano ou planejamento ambiental. O balde sempre cheio era mais do que um objeto. Era uma lição silenciosa, passada de geração em geração, sem precisar ser dita. E como tantas outras coisas simples que marcaram as casas do Rio, ele desapareceu sem cerimônia — deixando para trás uma memória que só reaparece quando alguém resolve olhar com atenção para o que parecia banal. E talvez seja justamente aí que mora sua força: lembrar que, muito antes dos grandes discursos, o Rio foi aprendido dentro de casa, em pequenos gestos, repetidos todos os dias, em silêncio. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

O balde sempre cheio: a sabedoria silenciosa que marcou as casas do Rio Read More »

unnamed 7 3.jpg

Alerj exonera 206 funcionários e investiga suspeita de cargos fantasmas ligados a políticos

Divulgação Em uma edição extraordinária do Diário Oficial publicada nesta terça-feira (6/jan), a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) exonerou 206 servidores comissionados. A medida, assinada pelo presidente em exercício da Casa, Guilherme Delarolli (PL), é tratada internamente como uma operação de “caça-fantasmas”, diante da suspeita de que parte dos nomeados não cumpria expediente nem exercia, de fato, as funções para as quais foi designada. As demissões ocorreram mesmo durante o recesso parlamentar e tiveram forte repercussão nos corredores da Assembleia. A lista inclui indicações históricas de políticos e ex-políticos influentes no estado, muitos deles ligados a antigas gestões da Casa, prática comum na Alerj, onde a antiguidade costuma garantir a manutenção de aliados em cargos estratégicos, mesmo após o fim dos mandatos. 64 nomeações ligadas a Sérgio Cabral e Paulo Melo Levantamento preliminar aponta que, entre os exonerados, ao menos 47 eram indicações do ex-presidente da Alerj Paulo Melo, que comandou o Legislativo fluminense entre 2011 e 2015, e outros 17 tinham ligação direta com o ex-governador Sérgio Cabral, que presidiu a Casa de 1995 a 2003. Até recentemente, nomes associados aos dois ainda ocupavam funções relevantes na estrutura administrativa do Parlamento. A decisão da atual presidência foi interpretada por servidores e deputados como um movimento para desmontar uma rede de cargos herdada de gestões passadas, marcada por vínculos políticos duradouros e pouca rotatividade. Familiares e aliados na lista Entre os nomes mais emblemáticos está o de Susana Neves Cabral, ex-mulher de Sérgio Cabral, que ocupava um cargo na Alerj desde 2016 e foi exonerada nesta terça-feira. Também perdeu a função Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador, nomeado desde 2023 para o departamento de arquivo da Casa. Outro dispensado foi Dilson Avelino da Silva, conhecido como Magrinho, que trabalhou com Marco Antônio Cabral em Brasília, quando ele exercia mandato de deputado federal. Na Alerj, Dilson atuava na assessoria da presidência. Aliados de Paulo Melo também aparecem com destaque na lista. O treinador de artes marciais Pedro Lukas, frequentemente visto em vídeos ao lado do ex-presidente da Assembleia, estava lotado na presidência da Casa. Já Marcelo Ferreira Neves, que atuou como segurança de Paulo Melo em 2014, ano em que foi baleado ao reagir a uma tentativa de invasão à fazenda do parlamentar, mantinha um cargo comissionado que atravessou diferentes gestões até ser encerrado agora. Forte suspeita da existência de funcionários fantasmas Nos bastidores, a nova cúpula da Alerj avalia que parte dos exonerados não comparecia regularmente ao trabalho, o que pode caracterizar a prática de funcionários fantasmas, uma irregularidade recorrente em investigações sobre estruturas administrativas do Legislativo fluminense ao longo dos últimos anos. A presidência estuda aprofundar a revisão de cargos e funções, cruzando dados de frequência, lotação e atribuições formais. Não está descartado o envio de informações ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), caso sejam identificados indícios de dano ao erário. Paulo Melo confirma as 47 indicações Em nota, Paulo Melo afirmou que a exoneração dos servidores é um direito legítimo de quem ocupa o comando da Casa. Disse ainda que Marcelo Neves e Pedro Lukas atuavam atualmente junto à deputada Franciane Mota (MDB), sua esposa, e que ambos prestaram “serviços relevantes” ao longo do período em que estiveram nomeados. Sobre o conjunto dos 47 indicados ligados ao seu nome, o ex-presidente da Alerj declarou que se tratava de colaboradores que deram continuidade a projetos e atividades desenvolvidos durante sua gestão. A reportagem também procurou o ex-governador Sérgio Cabral para comentar as exonerações envolvendo nomes de sua família e aliados políticos, mas não obteve resposta até a publicação desta edição. A expectativa na Assembleia é que novas medidas administrativas sejam anunciadas ainda esta semana, como parte de um processo mais amplo de reorganização interna e de tentativa de recuperação da imagem da Casa, historicamente abalada por escândalos envolvendo corrupção, nepotismo e uso político da máquina pública. As exonerações fazem parte da varredura administrativa promovida por Guilherme Delaroli (PL), desde a prisão de Rodrigo Bacellar (União). A troca de nomes começou pelos cargos mais altos e agora avança sobre os escalões inferiores. Na manhã desta terça-feira (6/jan), na primeira edição do Diário Oficial, Delaroli havia feito ajustes pontuais na estrutura administrativa da Alerj, com mudanças em cargos da Procuradoria e dos departamentos de Comunicação, Finanças e Transporte. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

Alerj exonera 206 funcionários e investiga suspeita de cargos fantasmas ligados a políticos Read More »

image 28.png

Fila, confusão e falta de informações marcam 1º dia de inscrições na piscina olímpica do Parque Oeste

Moradores fazem fila para se inscrever para atividades na piscina do Parque Oeste – Foto: Reprodução/ TV Globo O primeiro dia de inscrições para as atividades na piscina olímpica do Parque Oeste Ana Gonzaga, em Inhoaíba, na Zona Oeste do Rio, foi marcado por longas filas, desorganização e falta de informações. Moradores chegaram ainda na noite de segunda-feira (5) e viraram a madrugada em busca de vagas para aulas de natação, hidroginástica e e outras atividades oferecidas pela Prefeitura do Rio. Por volta das 8h desta terça-feira (6), a fila já dobrava o quarteirão. Sem orientações claras sobre quantidade de vagas, critérios de atendimento ou validade das senhas, dezenas de pessoas aguardavam sem saber se conseguiriam se inscrever. Muitos relataram frustração ao encontrar um cenário confuso e sem direcionamento por parte da organização. O cadastramento é coordenado pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer e ocorre presencialmente entre os dias 6 e 16 de janeiro, na sede administrativa do parque. A programação é voltada para crianças, adultos, idosos e pessoas com deficiência, dentro das ações de férias do município. Distribuição antecipada de senhas gera revolta De acordo com a Prefeitura do Rio, 300 senhas começaram a ser distribuídas às 22h de segunda-feira, e todas as vagas se esgotaram ainda durante a madrugada. A administração informou que a antecipação ocorreu por medida de segurança, devido à presença de idosos, crianças e pessoas com deficiência no local. Ainda segundo o município, quem permaneceu no local foi incluído em um cadastro de espera, para possível convocação em caso de desistências ou abertura de novas vagas. A decisão, no entanto, provocou revolta entre moradores que chegaram durante a madrugada e não conseguiram atendimento. Foto: Divulgação No início da manhã, não havia confirmação oficial sobre a validade das senhas nem sobre o número de vagas por modalidade. Segundo o Bom Dia Rio, da TV Globo, a administração do parque informou que todas as pessoas presentes seriam atendidas. A Prefeitura, porém, não explicou como será feito o controle da demanda nem como funcionará a redistribuição de vagas nos próximos dias. Piscina olímpica recém-inaugurada aumenta procura A alta procura ocorre poucos dias após a inauguração da piscina olímpica do Parque Oeste, em 28 de dezembro. O equipamento faz parte do legado dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 e foi instalado no Complexo Ana Gonzaga após ser desmontado do antigo Estádio Aquático Olímpico. Com 50 metros de comprimento e medidas oficiais de competição, a estrutura segue padrões internacionais e foi palco das despedidas do nadador Michael Phelps e do multicampeão paralímpico brasileiro Clodoaldo Silva, conhecido como “Tubarão das Piscinas”. Piscina inaugurada no Parque Oeste Ana Gonzaga, em Inhoaíba, legado dos Jogos Olímpicos 2016 – Foto: Beth Santos/Prefeitura do Rio O local oferece aulas de natação às terças e quintas-feiras e hidroginástica às quartas e sextas, para diferentes faixas etárias. Aos fins de semana, funciona como área de lazer, com limite de público e regras de segurança. A entrega da piscina marca o avanço da segunda fase das obras do Parque Oeste, conduzidas pela Rio-Urbe. O projeto inclui mirante, espaço ecumênico, chuveiro em cascata com vestiários, área de alimentação, parque infantil, quadras esportivas, além da construção de escolas públicas e da base da Divisão de Elite da Guarda Municipal. Com 234 mil metros quadrados, o Parque Oeste Ana Gonzaga fica na Avenida Cesário de Melo e foi inaugurado em setembro de 2024. O investimento total ultrapassa R$ 220 milhões. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

Fila, confusão e falta de informações marcam 1º dia de inscrições na piscina olímpica do Parque Oeste Read More »

image 25 1024x683.png

Rede estadual de saúde prioriza qualidade do atendimento aos idosos

Crédito: Carlos Magno Atualmente, o Rio de Janeiro concentra a segunda maior população idosa do Brasil, segundo o Censo 2022 do IBGE, o que faz a Secretaria de Estado de Saúde (SES) se empenhar em melhorar o atendimento dessa população. Entre as ações está a reforma do Hospital Estadual Eduardo Rabelo (HEER), em Senador Vasconcelos, Zona Oeste, cujo investimento foi R$ 13 milhões. A unidade dispõe de um Centro-Dia, que oferece atividades sociais, complementares ao atendimento médico. Em 2026, a secretaria vai lançar o Plano Estadual de Saúde da Pessoa Idosa, o qual terá o primeiro curso de formação para cuidadores de idosos. “O envelhecimento da população é uma realidade que demanda mais oferta de vagas e atendimento especializado. O Governo do Rio está de olho nesse futuro, já preparando a rede hoje. São dois pilares em que estamos atuando, a adaptação da estrutura das unidades e a qualificação dos profissionais, que é o mais importante cuidar com carinho dos nossos idosos”, disse o governador Cláudio Castro (PL). Moradora de Campo Grande, Silvia Araújo Brêtas, de 70 anos, é tratada no hospital. Ele regularmente faz consultas de homeopatia e tratamento de auriculoterapia – técnica que estimula pontos específicos na orelha para tratar diversas condições físicas, mentais e emocionais. “Eu aqui me sinto acolhida. Os profissionais nos escutam, olham nos nossos olhos. Isso faz muita diferença, porque depois que a gente envelhece parece que ficamos invisíveis”, disse ela. Inaugurado em 1973, o HEER é especializado no atendimento geriátrico. Com a modernização houve uma ampliação de leitos e dos serviços, o que permitiu que, entre janeiro e setembro de 2025, fossem feitos mais de 16 mil atendimentos no ambulatório, que reúne 15 especialidades, como: cardiologia, geriatria, ginecologia, odontologia, oftalmologia e ortopedia. O Centro-Dia, onde os idosos participam de atividades, como música, dança, pintura, religião, costura e artesanato, roda de conversa, terapia da memória, atividade física e motivacional, é um grande diferencial. “Aos 53 anos, o hospital passa pela sua primeira grande reforma desde sua criação. Modernizamos duas enfermarias, com 31 leitos cada; e estamos terminando a terceira ala com mais 31 leitos. Além disso, inauguramos um CTI novo com sete leitos e estamos refazendo toda área da fisioterapia”, esclareceu o diretor da unidade, Helmer Cardoso Mattos. O lançamento do Plano Estadual de Saúde da Pessoa Idosa, em fase de elaboração, pretende estabelecer toda a Linha de Cuidado para Atenção Integral à Saúde da Pessoa Idosa. A medida visa atender às necessidades da população que está em processo de envelhecimento. Segundo o IBGE, até 2060, 40% da população fluminense será de idosos. Diante disso, a SES criou uma área técnica de saúde da pessoa idosa, que oferece treinamentos e capacitações juntos aos municípios. “O objetivo do Plano é fortalecer a rede de atenção à saúde da pessoa idosa, além de incentivar a cultura do envelhecimento ativo e saudável. Dessa forma, poderemos promover ações de forma integrada e regionalizada e capacitar permanentemente os profissionais de saúde na temática do envelhecimento”, comentou a Secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello. No ano passado foram realizadas capacitações específicas para o atendimento de pacientes com Alzheimer, Parkinson e demências de um modo geral. Também foi ministrado um curso para cuidadores de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI). “O envelhecimento da população traz aumento de pessoas com doenças crônicas. Com isso, haverá mais demanda de cuidados prolongados e dos paliativos. Quando se fala em cuidado paliativo, as pessoas pensam que isso se restringe a doenças como câncer, mas eles também são necessários quando lidamos com pacientes que convivem com outras doenças que ameaçam sua vida”, afirmou a Superintendente de Atenção Primária da SES-RJ, Halene Armada. Em 2026, a Escola de Formação Técnica em Saúde Enfermeira Izabel dos Santos (ETIS) vai oferecer o primeiro curso de formação de cuidadores de idosos. O curso vai capacitar profissionais de saúde de todos os municípios fluminenses, que trabalham em instituições de longa permanência, hospitais, UPAs e clínicas da família. A duração será de 7 meses e a carga horária de 230 horas. “O curso vai oferecer uma formação multidisciplinar, que incluirá sociologia, saúde, ergonomia, acessibilidade, alimentação afetiva e sexualidade, entre outros saberes importantes. Estamos propondo uma mudança na abordagem desses trabalhadores da saúde. É preciso entender que ele é um indivíduo numa fase da vida que exige cuidados, mas que o foco não é na tutela, o foco é na autonomia daquela pessoa. Por isso, a lógica do nosso curso é a da integralidade do paciente idoso, que vai exigir um cuidado, mas um cuidado onde a autonomia, a identidade e o corpo dessa pessoa são respeitados”, explicou a superintendente de Educação em Saúde da SES-RJ, Fernanda Fialho. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

Rede estadual de saúde prioriza qualidade do atendimento aos idosos Read More »

capa.png

Pessoas que estavam no Shopping Tijuca na hora do incêndio contam que alarme demorou a tocar

Imagem do subsolo do Shopping Tijuca três dias após incêndio. Foto: Divulgação Corpo de Bombeiros O trecho da Avenida Maracanã onde fica o Shopping Tijuca ainda estava fechado nesta segunda-feira, 05/01. O cheiro de fumaça permanecia na rua. Bombeiros seguiam trabalhando no local que pegou fogo na noite da última sexta. Pessoas que estavam lá quando as chamas se espalharam contam que o alarme de incêndio demorou a tocar, dificultando a saída durante o incidente que terminou na morte de duas pessoas. “Só isolaram o subsolo e deixaram o resto funcionando normal. O incêndio começou 18h e o shopping foi evacuado 18h40”, disse Luan, que trabalha no local. Márcia França, que estava fazendo compras no Shopping Tijuca na hora do incêndio, afirmou que “foi uma bagunça, demoraram muito para mandar evacuar”. Paulo Mendes, que também estava no Shopping Tijuca, declarou: “Com o incêndio acontecendo, tudo estava funcionando normal nos andares de cima. A ordem de evacuação só começou a ser dada quando os bombeiros militares chegaram. A administração conduziu muito mal toda situação”. Alguns relatos que a reportagem do DIÁRIO DO RIO teve acesso dão conta de que pessoas ainda estavam sendo permitidas entrar no Shopping Tijuca mesmo após o início do incêndio na loja de decoração Bellart, que fica no subsolo. Informações iniciais indicam que o fogo teria começado em um ar-condicionado. “Logo que o fogo começou, só isolaram o local do incêndio e deixaram o restante das lojas funcionando. O alarme sonoro só tocou uns 40 minutos depois do começo do incêndio. Não existe isso“, conta uma funcionária do Shopping Tijuca que preferiu não ter o nome citado. Nesta segunda-feira, de acordo com a Secretaria de Defesa Civil, todos os focos de incêndio foram controlados. No entanto, ainda havia fumaça no subsolo, por isso, para facilitar a ventilação, os bombeiros precisaram abrir um buraco em uma das paredes para a saída da fumaça acumulada. Buraco na parede feito pelos bombeiros para a fumaça sair. Foto: Felipe Lucena Também nesta segunda, um dos sócios da loja onde o incêndio começou prestou depoimento à Polícia Civil. Ele afirmou que foi informado do fogo por um supervisor da loja, que disse já ter acionado a brigada. Segundo o empresário, após o alerta, os brigadistas solicitaram a evacuação do local. Ele explicou, ainda, que o estabelecimento utilizava um sistema de refrigeração integrado ao do shopping, por meio de um equipamento chamado fan-coil, que transforma a água gelada fornecida pelo centro comercial em ar refrigerado. De acordo com o sócio da loja, a manutenção do equipamento estava em dia. Dois brigadistas morreram Os brigadistas Emellyn Silva Aguiar Menezes e Anderson Aguiar do Prado morreram no incêndio. Emellyn ajudou clientes e funcionários a se protegerem das chamas. Anderson era supervisor da brigada de bombeiros civis que trabalha no Shopping Tijuca. Bombeiros protestaram O Sindicato dos Bombeiros Civis do Estado do Rio de Janeiro realizou uma manifestação em frente ao Shopping Tijuca na manhã desta segunda. O grupo cobra esclarecimentos sobre o incêndio e melhores condições de trabalho para os profissionais que atuam no local. Defesa Civil do Município do Rio interditou o subsolo do Shopping No início da noite desta segunda-feira, a Defesa Civil do Município do Rio confirmou a interdição do subsolo e de parte do térreo do Shopping Tijuca. O órgão realizou uma vistoria técnica após receber a liberação do Corpo de Bombeiros, que atua no local desde sexta-feira após um incêndio atingir uma loja do subsolo. Imagem do subsolo do Shopping Tijuca três dias após incêndio. Foto: Divulgação Corpo de Bombeiros “A Defesa Civil Municipal informa que realizou, na tarde desta segunda-feira (05/01), uma vistoria no térreo e subsolo do Shopping Tijuca, após a liberação prévia do Corpo de Bombeiros. Técnicos avaliaram que o fogo causou risco estrutural no mezanino da loja atingida pelo incêndio, além de risco de queda de revestimentos internos e desplacamentos de partes do teto e piso. O subsolo do shopping foi totalmente interditado devido à falta de condições para a permanência no local. Já no térreo, 17 lojas da lateral esquerda, localizadas entre a entrada principal na Avenida Maracanã e a Tok Stok, foram interditadas após o calor do fogo deformar o piso. Não foi identificado risco estrutural nas demais lojas do subsolo e do térreo do shopping”, diz o comunicado. CREA-RJ pede informações sobre evacuação do prédio Em nota, a presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ) lamentou o incêndio. A fiscalização do CREA já esteve no shopping a quem enviou ofício, solicitando informações sobre medidas de engenharia de segurança do trabalho, que precisam cumprir normas brasileiras de evacuação de edificações. Toda instalação de segurança contra incêndio e pânico (instalação de portas corta-fogo, extintores, sprinklers, alarmes) exige uma ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) emitida por um engenheiro Civil, mecânico ou de segurança do Trabalho. O presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández, afirmou que o episódio comprova a necessidade urgente de um projeto de lei que determine a obrigatoriedade de inspeção elétrica das edificações para que se evite incêndios provocados por problemas na manutenção das redes elétricas. “O CREA-RJ tem uma fiscalização ativa no Shopping Tijuca, em virtude das grandes obras que acontecem lá no local, mas, acima disso, nós temos que pensar nesse problema dos incêndios recorrentes derivados dos sistemas elétricos das edificações. Então, estamos elaborando uma minuta de proposta de projeto de lei a ser encaminhada ao deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha, engenheiro, que já colocou o gabinete à disposição, para a gente apresentar um projeto de lei que fale sobre inspeção elétrica nas edificações, para garantir que os sistemas também estejam conforme as normas e segurança, mitigando ou evitando acidentes recorrentes que, infelizmente, nesse caso, registraram até mortes”, disse Fernández. O que disse o Shopping Tijuca “Neste momento de dor, nos solidarizamos com familiares e amigos e nos empenhamos em prestar todo o apoio necessário. A equipe atuou prontamente para conter a situação e cumpriu o protocolo de emergência com a devida evacuação de visitantes e

Pessoas que estavam no Shopping Tijuca na hora do incêndio contam que alarme demorou a tocar Read More »

medsenior barra.webp.webp

MedSênior, plano voltado para idosos, vai abrir unidade no Méier e outra em Niterói em 2026

Foto: Divulgação/MedSênior A MedSênior, operadora de plano de saúde com foco no atendimento a pessoas idosas, prepara uma nova etapa de expansão no Rio de Janeiro. Segundo O Globo, a empresa pretende inaugurar em 2026 duas novas unidades no estado: uma na capital, no Méier, e outra em Niterói. O movimento faz parte do plano para ampliar a base de beneficiários, hoje em 255,3 mil, com meta declarada de chegar a 1 milhão de pessoas conveniadas. Ainda de acordo com O Globo, do total atual, cerca de 52,4 mil beneficiários estão no Rio. Por aqui, a empresa já tem unidades em Botafogo e na Barra da Tijuca, além de um pronto-socorro inaugurado no fim de 2025 em Campo Grande. No pacote nacional, a previsão é de investimento de R$ 110 milhões. Apesar das novidades no estado, a estratégia para 2026 mira principalmente aumentar presença fora do eixo tradicional da empresa. A expansão deve ser puxada pelas regiões Norte e Nordeste, onde a operadora tem menor cobertura. Entre as entregas previstas, está a inauguração de um hospital da rede no Recife. Fundada no Espírito Santo em 2010, a MedSênior concentrou por anos sua operação no Sudeste e acelerou investimentos a partir de 2022, depois que parte de suas ações foi comprada pelo fundo Temasek, de Singapura. Receba notícias no WhatsApp e e-mail Source link

MedSênior, plano voltado para idosos, vai abrir unidade no Méier e outra em Niterói em 2026 Read More »