Após reunião, hospitais decidem se descredenciar da Unimed Ferj

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Foto: Reprodução

Após uma reunião, realizada na tarde desta quinta-feira (6), a Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro (Aherj) decidiu que os atendimentos de usuários da Unimed Ferj pelas redes de saúde conveniadas à entidade estão suspensos. Segundo O Globo, a ata da reunião ainda não foi divulgada. A decisão representa mais um capítulo na crise da operadora, que acumularia R$ 2 bilhões em dívidas.

O prazo para a interrupção dos atendimentos é de 30 dias, o que só pode acontecer após a notificação do Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e das secretarias municipal e estadual de Saúde.

Com associados 107 hospitais e clínicas, a decisão da Aherj foi majoritária entre os representantes das instituições presentes. Porém, nem todas as unidades integram a rede credenciada da Unimed Ferj, composta por cerca de 40 hospitais e clínicas do Rio, segundo informações da própria operadora.

O presidente da Aherj, Marcus Quintella, adiantou que, ainda nesta semana, a decisão da entidade deve ser protocolada junto às autoridades; o que não obriga os hospitais a suspenderem os atendimentos.

Ao jornal O Globo, Quintella destacou que Aherj predirá ao MPRJ e à ANS que “tomem providências” em relação à Unimerd Ferj, “seja para intervenção ou até mesmo liquidação da operadora e transferência da carteira”:

“Algo precisa ser feito. Os hospitais não têm mais insumos para manter os atendimentos. Discutimos todos os fatos e esse cenário de insegurança. As unidades de saúde não têm mais “gordura” para queimar nas contas”, disse ele ao veículo.

Se os atendimentos dos pacientes da Unimed Ferj forem suspensos, até os pacientes com cirurgias e procedimentos eletivos agendados serão afetados. A decisão, no entanto, não alcançará os que estiverem internados ou em tratamento. Esses usuários terão os atendimentos garantidos, assegurou Marcus Quintella ao Globo.

Crise que se arrasta

No último ano, a relação entre a Unimed Ferj e a sua rede credenciada foi de muitos conflitos, dada a crise financeira atravessada pela cooperativa, que, segundo os cálculos da Aherj, somaria R$ 2 bilhões em dívidas com hospitais do Rio. O valor é negado pela operadora.

Para tentar conter a crise, em novembro, a ANS determinou que a Unimed do Brasil, gestora nacional da marca Unimed, assumisse a carteira da Ferj. Ao contrário do que aconteceu entre a Unimed-Rio e a Unimed Ferj, esse arranjo não incluiu a transferência dos usuários, mas um compartilhamento de risco. Pelo acerto, segundo O Globo, a Unimed do Brasil ficou com 90% da receita das mensalidades dos usuários para pagar prestadores e reembolsos, e os 10% restantes ficam com a Ferj para a quitação de dívidas.

A Unimed Ferj teria informado ao veículo, por meio de nota, que mantém contratos ativos com cerca de 40 hospitais do Rio de Janeiro (capital) e Duque de Caxias, sendo que a maior parte deles já estão com contratos firmados com a Unimed do Brasil.

“Mais uma vez, a operadora rechaça a narrativa que tenta atribuir à Unimed Ferj um suposto valor de dívida assistencial que jamais existiu. A cooperativa permanece aberta ao diálogo”, afirmou a operadora na nota, segundo o veículo, que também procurou a  Unimed do Brasil, mas não teve retorno.

No início de dezembro, a Unimed do Brasil informou que celebrou acordos com  seis redes hospitalares e de laboratórios, que incluem unidades como as das redes Prontobaby, Américas (dos hospitais Pró-Cardíaco, Vitória e São Lucas) e Oncoclínicas, para “normalizar e expandir o atendimento” aos usuários. As unidades haviam suspendidos atendimentos por falta de pagamentos

De acordo com o Globo, os usuários da Unimed Ferj continuam sem acesso a atendimentos nos 13 hospitais da Rede Casa, proprietária de hospitais como o Casa São Bernardo, na Barra da Tijuca; e o Casa Evangélico, na Tijuca. A Ferj teria com o grupo, que opera sem receber desde julho, uma dívida de mais de R$ 200 milhões. Em fevereiro de 2025, a Rede D’Or também suspendeu os atendimentos a pacientes da operadora.

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