Depois de quase dez anos, autor do mural das Etnias quer recuperar obra no Porto, mas ação depende do Pier Mauá

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Atual estado do mural Etnias, no Porto do Rio

Inaugurado em julho de 2016 como um dos símbolos do Boulevard Olímpico, o mural Etnias — Todos somos um, no Porto do Rio, pode finalmente entrar em um processo de recuperação. Quase dez anos após a conclusão da obra, o artista Eduardo Kobra manifesta a intenção de restaurar integralmente o painel, hoje visivelmente desbotado pela ação do tempo. A iniciativa, no entanto, depende de uma definição do Pier Mauá, responsável pela gestão do imóvel onde o mural está instalado.

Com cerca de 2.500 a três mil metros quadrados, o painel pintado na fachada de um antigo armazém da Zona Portuária chegou a ser considerado, na época, o maior mural do mundo. Assim que o Boulevard Olímpico foi aberto ao público, em 2016, a obra se tornou a principal atração do passeio e uma espécie de porta de entrada simbólica da nova área revitalizada. Foi cenário de milhares de fotos de cariocas e turistas e ajudou a consolidar o trecho como cartão-postal do Rio no período pós-Olimpíadas.

Hoje, os cinco rostos que representam diferentes etnias seguem visíveis, com traços e detalhes preservados, mas sem as cores vibrantes que marcaram a obra. A exposição constante ao sol, à chuva, ao vento e à maresia da Baía de Guanabara comprometeu a pintura ao longo dos anos, deixando claro que o mural precisa ser repintado por completo.

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Mural Etnias recém produzido em 2016 — Foto: Eduardo Kobra

Impasse no restauro

Em entrevista ao jornal O Globo, Kobra avaliou que não se trata de um simples retoque, mas de uma reconstrução integral da obra, repetindo praticamente todo o processo original de pintura. O artista demonstrou disposição para se dedicar ao restauro, mesmo com a agenda cheia de trabalhos no Brasil e no exterior, e já esboça uma metodologia semelhante à usada na criação do mural, começando pelo fundo e avançando depois para as figuras.

Além da execução artística, o projeto esbarra na necessidade de viabilização financeira e em questões institucionais. O prédio onde está o mural pertence à PortosRio, mas está arrendado ao Pier Mauá, que administra o Terminal Internacional de Cruzeiros. Até o momento, não há uma definição formal sobre o futuro do imóvel nem sobre a manutenção da obra. A Prefeitura do Rio também diz não ter projeto para o local e destacou que qualquer revitalização depende da conservação da estrutura por parte dos responsáveis pelo prédio.

Recentemente, o artista concentrou seus esforços na produção de um novo painel, o quarto no Rio, desta vez na Biblioteca Parque, também no Centro. A obra, que será inaugurada nesta segunda-feira (02/02), ficará exposta em uma parede interna do prédio. Os detalhes sobre o desenho ainda não foram revelados.

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