Ícone do patrimônio fluminense, Palácio de Cristal, em Petrópolis, será palco de evento carnavalesco

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Um dos ícones patrimoniais da cidade serrana de Petrópolis, o Palácio de Cristal foi colocado no centro de grande uma polêmica, denunciada pelo colunista Cláudio Magnavita, do jornal Correio da Manhã. De acordo com a denúncia, o secretário de cultura da Cidade Imperial, Adenilson Honorato, teria decidido realizar um evento carnavalesco no Palácio, construído, predominantemente, com ferro e vidro.

O Palácio de Cristal, uma das mais belas construções fluminenses, não seria, por conta da sua própria composição, o local adequado para receber uma bateria de escola de samba ou um show de pagode, dada a sua fragilidade.

Magnavita aponta que o evento seria uma espécie de compensação diante da crise financeira enfrentada pela Secretaria de Cultura, que não pode apoiar financeiramente sequer um bloco local. Ainda assim, segundo o colunista, “resolveu apadrinhar o Palácio como palco carnavalesco”.

Especialistas, autoridades e a população estão preocupadas com os possíveis danos que o evento pode causar à delicada e emblemática construção, que não foi projetada para suportar altos níveis de barulho ou vibrações intensas. Por falta de tratamento acústico, a reverberação sonora em toda a sua estrutura representa um risco real sua à integridade.

Segundo Cláudio Magnavita, o secretario Adenilson Honorato foi alçado à chefia da pasta com expectativas de atrair recursos e fortalecer os mecanismos de preservação do acervo histórico e cultural petropolitano. Mas segundo o colunista, a gestão de Honorato tem sido mercada por truculência e interesses políticos pessoais, já que o secratário teria interesse em uma vaga na Câmara Municipal de Petrópolis.

Adenilson Honorato seria politicamente ligado à secretária de Estado de Cultura, Danielle Ribeiro, irmã do deputado federal Áureo Ribeiro (SDD/RJ).  

Palácio de Cristal

Considerado uma das pérolas do patrimônio histórico e cultural fluminense, o Palácio de Cristal foi encomendado pelo Conde d’Eu às oficinas da Société Anonyme de Saint-Sauveur, na cidade de Arras, na França, para ser dado como presente à Princesa Isabel para cultivar as suas hortaliças.

Construído em estrutura pré-montada, o monumento foi inspirado no Palácio de Cristal de Londres, e no Palácio de Cristal do Porto. Ao logo do tempo, o espaço sofreu outros ataques.

Um dos mais graves aconteceu em 1938, quando o Palácio de Cristal foi coberto por folhas-de-flandres e tijolos para dar lugar ao Museu Histórico de Petrópolis, que, posteriormente, foi transferido para onde hoje funciona o Museu Imperial de Petrópolis.

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