O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu convite para aparecer na Marquês de Sapucaí, no Rio, no domingo de Carnaval, 15 de fevereiro. A Acadêmicos de Niterói quer levar o petista para perto da escola no desfile em que ele será o homenageado, com o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. As informações são da CNN.
Pelo que circula entre aliados, já existe até planejamento de logística e um espaço reservado para que Lula desfile junto da escola. Só que, por enquanto, isso não está fechado. A presença ativa do presidente depende de uma checagem da equipe de segurança, que precisa avaliar se a participação é viável.
Do lado oficial, o tom é de cautela. O Palácio do Planalto afirmou que não há previsão para Lula participar do evento.
Se ele for, a tendência é que acompanhe a noite a partir de um camarote. A movimentação acontece num momento em que o prefeito Eduardo Paes (PSD) tenta se aproximar do presidente e já colocou na rua sua pré-candidatura ao governo estadual.
A ideia divide opiniões dentro do próprio campo aliado. Uma parte vê risco político, porque a Acadêmicos de Niterói é novata no Grupo Especial e existe o temor de que uma eventual queda de divisão grude no presidente, no pacote da superstição do “pé frio”. Outra ala defende que o desfile, montado para exaltar a trajetória de Lula, pode render projeção positiva e holofotes num ano em que o Planalto está com o termômetro da popularidade sempre ligado.
A Acadêmicos de Niterói subiu para o Grupo Especial recentemente e abre o dia 15 de fevereiro, como a primeira escola a desfilar naquela noite. O enredo foi pensado para contar a trajetória do presidente, do operário à chegada ao Palácio do Planalto, em tom celebratório.
A presença de presidentes na Sapucaí, como público, não é novidade. A discussão agora é outra: se Lula vai apenas assistir, se vai aparecer de forma pontual ou se entra mesmo no desfile, como quer parte da escola e como alguns aliados têm ventilado nos bastidores.




