

Com orçamento previsto de quase R$ 2 bilhões, o Programa Sentinela, do Governo do Estado, terá a sua licitação divulgada, nesta quinta-feira (22), para a instalação de mais de 200 mil câmeras de segurança em todo o território fluminense. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (21) pelo governador Cláudio Castro (PL).
Pela proposta, a empresa vencedora terá seis meses para instalar as primeiras câmeras em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e em Copacabana, na Zona Sul carioca.
Em entrevista ao RJ2 da TV Globo, Claudio Castro afirmou que a verba será proveniente de vários fundos e que o programa vai “acontecendo de acordo com que a gente vai tendo dinheiro para comprar as câmeras”:
“Em primeiro lugar a gente tem que ver toda essa questão de investimento que tem sido feito”, disse governador, complementando: “Por exemplo, tem a questão do fundo da segurança pública. Tem uma parte desse programa que acaba sendo ambiental, nas cidades inteligentes, que dá para usar um pedaço do Fecam. Tem um pedaço dele que acaba sendo direcionado para pesquisa. E a gente tem lá a Faperj para ajudar. E tem o próprio caixa do estado”, afirmou Castro, segundo o G1.
O chefe do Executivo estadual havia anunciado outros investimentos em tecnologia para a área de segurança, que estão atrasados. Caso das câmeras nas viaturas policiais, que deveriam ter entrado em operação em julho de 2024.
Cláudio Castro estimou o tempo de instalação de todos os equipamentos: “Acho que mais uns três meses a gente já acabou de colocar em tudo. Não tenho dúvida que, assim que chegar, a implementação e muito rápida”, disse ele, de acordo com o G1.
Após o início das operações, o Programa Sentinela deve se tornar o maior sistema de monitoramento da América Latina. Segundo a administração estadual, o projeto tomou como base um estudo técnico desenvolvido nos últimos três anos. No período, equipes do Governo do Estado visitaram centros internacionais de controle e monitoramento policial das cidades de Nova Iorque, México e regiões da China.
Experiências nacionais, como os sistemas em funcionamento no Espírito Santo, na Bahia e na cidade de São Paulo, também foram avaliados. Com 20 mil equipamentos em operação, a capital paulista, atualmente, concentra o maior parque de câmeras do Brasil.
O Sentinela também pretende retomar a ideia de implantação de portais eletrônicos nas divisas estaduais para restringir a entrada de armas e drogas no Rio. A Rodovia Presidente Dutra, em Resende, seria a primeira contemplada com esses postos, ainda no primeiro semestre de 2025, mas o projeto não avançou.
O Governo do Estado pretende ainda assinar convênios com os municípios fluminenses para ampliar o alcance do monitoramento. Pelo projeto serão criados 182 centros de controle integrados a órgãos como Corpo de Bombeiros, polícias e administrações municipais, que, em contrapartida, deverão reforçar a iluminação pública e recuperar terrenos abandonados, como medidas preventivas.
O projeto da administração estadual, que ainda não tem prazo para ser concluído, prevê ainda a criação de centros regionais de monitoramento em Volta Redonda, Petrópolis, São Gonçalo, Campos dos Goytacazes e Duque de Caxias, levando em conta os índices de criminalidade, o tamanho da população e a extensão territorial. As câmeras também poderão ser usadas em operações de ordenamento urbano.



