A Polícia Federal pretende finalizar até o fim de janeiro a análise do celular de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, preso em dezembro na Operação Unha e Carne por suspeita de vazamento de informações ao ex-deputado TH Joias.
A Polícia Federal (PF) espera concluir até o fim de janeiro a análise do conteúdo encontrado no celular de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), preso em dezembro na Operação Unha e Carne. As informações são de Lauro Jardim/O Globo.
Bacellar é investigado por suspeita de ter vazado informações sigilosas para o então deputado estadual TH Joias, apontado nas apurações como ligado ao Comando Vermelho. A Operação Unha e Carne apura justamente o possível repasse de dados que teria antecipado diligências da Operação Zargun, deflagrada em setembro de 2025.
A previsão é que, numa segunda etapa, os peritos e investigadores também façam um pente-fino em conversas e dados que aparecem nas trocas de mensagens — especialmente no WhatsApp — mas que não estariam diretamente ligados ao suposto vazamento. A leitura, nos bastidores, é que esse material pode abrir uma nova frente de apuração e acabar motivando outro inquérito.
A expectativa em torno do telefone não é pequena. Decisões e relatórios já indicaram que mensagens extraídas de aparelhos apreendidos têm sido centrais para mapear o fluxo de informação e a relação entre investigados no caso.




