A imagem clássica de curtir um dia de sol na orla do Rio está ficando cada vez mais distante — pelo menos para o bolso. Em pleno verão, relaxar na praia virou um programa caro, tanto para turistas quanto para cariocas. Segundo levantamento do jornal O Globo, o aluguel diário de uma espreguiçadeira já chega a R$ 100, enquanto, em áreas mais disputadas da Zona Sul, um sofá pode custar até R$ 850 por dia.
Diante da avalanche de reclamações sobre valores considerados abusivos, o prefeito Eduardo Paes (PSD) afirmou, em publicação nas redes sociais neste sábado (10), que a prefeitura estuda a possibilidade de tabelar os preços cobrados por comerciantes nas praias cariocas.
De acordo com Paes, todas as atividades econômicas realizadas na orla funcionam por meio de permissão ou concessão municipal, o que abre espaço para algum nível de regulação.
“Temos visto um enorme abuso nos preços exorbitantes praticados por alguns desses comerciantes neste verão”, escreveu o prefeito. Ele informou ainda que determinou que as secretarias de Ordem Pública e de Defesa do Consumidor iniciem estudos para avaliar a viabilidade do tabelamento.
A discussão ganhou ainda mais força após Paes compartilhar uma imagem enviada pelo vereador Flávio Valle (PSD) mostrando o modelo adotado nas praias de Tel Aviv, em Israel, onde os preços de serviços semelhantes são regulados. Para o prefeito, a comparação faz sentido, já que outros serviços sob concessão municipal, como os táxis, também operam com tarifas definidas pelo poder público.
“Em geral, prefiro deixar o livre mercado funcionar, mas diante do que temos visto, alguma ação terá que ser tomada”, declarou Paes.

Reclamações pipocam nas redes
Nos comentários da publicação, cariocas relataram situações que viraram rotina nas praias do Rio. “Me cobrar R$ 9 em uma água é esculacho demais!”, escreveu uma usuária. Outro internauta desabafou: “Os preços mudam conforme a quantidade de gente na praia. Toda vez é a mesma história com o barraqueiro. Se está difícil para o carioca, imagina para o turista”.
Também houve queixas sobre outros custos associados ao lazer na orla. “Tem que fiscalizar os flanelinhas também. Está inviável estacionar perto da praia”, comentou um morador. Para muitos, o sentimento é de frustração: “Antigamente, ir à praia no Rio era um programa maravilhoso. Hoje, virou um aborrecimento”.




